8 de dez. de 2012

Persépolis (Persepolis, 2007)

   Posso não ser uma grande fã de filmes de animação, mas tem filmes que cativam a gente de uma forma tão bela e inteligente, como acontece com a animação francesa Persépolis.
   Eu sou fanática por cinema francês, mas confesso que nunca tinha assistido a nenhum filme francês de animação, é um gênero difícil para mim, pois a maioria dos filmes de animação que eu assisti foram superficiais e nada inteligentes, filmes que não acrescentam absolutamente nada em nossa vida. Persépolis está bem longe desse tipo de estereótipo.
   Na animação somos apresentados à vida de Marjane, uma garotinha idealista, que depois de ouvir algumas histórias de parentes e conhecidos cria um grande desejo revolucionário. Conforme vai conhecendo as opressões de seu país, Marjane tenta ir contra o bruto regime islâmico, então seus pais a mandam para outro lugar com medo da filha ser presa no futuro. Já que o Irã está em guerra com esse país, Marjane é recusada por todos. A animação também mostra grande parte da vida de Marjane, além da revolução, mostra a mudança de pensamentos de Marjane até sua idade adulta, conforme ela vai crescendo também aprende o valor da família, vícios do amor e casamento. 
   Algo que me fez amar esse filme foi o tema, eu sou suspeita a falar, amo produções sobre guerras e revoluções. Persépolis vai muito além de ser uma animação bonitinha e divertida, é uma animação inteligente de verdade, uma verdadeira aula de história.
   Falando em história, não posso esquecer as referências à cultura popular da época. Eu juro que não sabia que nessa época as mulheres eram proibidas de escutarem um bom rock e de gostarem de Michael Jackson, todas essas proibições são mostradas com muito humor.
   Marjane é a prova de um amadurecimento contado com um pouco de tristeza, no início nós vemos uma Marjane tão idealista e no final ela já desistiu de suas ideias revolucionárias. Não é muito bom esse tipo de coisa, mas é o que acontece na realidade. Muitas coisas que não podemos mudar, somos obrigados a aceitar. A maior lição que o filme nos ensina é para que não nos esquecermos de quem somos, prova disso são as cenas em que Marjane diz que é francesa para evitar a rejeição, mas no final do filme, ela reconhece com toda sua convicção que veio do Irã, ela aceitou suas origens, não esquecendo de quem é e nem de onde veio.
   A animação é muito bem-feita, eu gosto muito quando colocam lembranças em preto e branco, nesse filme deu aquele tom mais culto, mas ao mesmo tempo muito simples e bonito. O desenho também é lindo, destaque para o mar e para as nuvens, achei os traços lindos, não só das cenas de mar e nuvens, mas os desenhos das pessoas também foram lindos, delicados e ao mesmo tempo selvagens, expressivos. 
   A família de Marjane também é importante na história, principalmente a avó, que é um exemplo de mulher sábia e guerreira. Tocante o senso de família que temos nesse filme, uma verdadeira família, onde uns se preocupam com os outros, tentando mantê-los salvos, mesmo que chegue a doer.
   Nós podemos também nos extasiar de revolta com esse filme, não entendo como um filme dessa categoria perdeu como Melhor Animação no Óscar para um filme tão infantil e superficial como Ratatouille, onde está o senso crítico desses críticos? Persépolis é mais uma prova de que o Óscar é uma premiação injusta, que só dá devido valor a filmes americanos famosos e não tão merecedores assim.
   Enfim, eu vou recomendar antes de começar um falatório sobre o quanto o Academy Awards é injusto, eu falo isso em quase todas as minhas postagens, não é novidade por aqui.
   Eu recomendo Persépolis para qualquer pessoa, mas recomendo com uma condição para cada um que for assistir, eu peço que assistam no áudio original, francês. Eu realmente adorei a dublagem original, principalmente a voz da Marjane criança, os dubladores arrasaram!

2 de dez. de 2012

Trilogia Vingança de Chan Wook Park

   Estou aqui hoje para falar de vingança, triste vingança, bela vingança, doce vingança, três vinganças em suas melhores formas arquitetadas lindamente pelo mestre Chan Wook Park.
   Conheci o trabalho de Chan Wook Park quando procurei algum filme de vampiros decente para assistir, veio pra minha vida de cinéfila Sede de Sangue, quando assisti pela primeira vez me apaixonei pelo trabalho consistente do mestre, ele brinca tão bem com os clichês, transformando tudo em arte, aliás, recomendo que todos assistam aos filmes do Wook Park, principalmente Sede de Sangue, que é um verdadeiro filme sobre vampiros e para a sorte de todas as pessoas de bom gosto, não tem nenhum "vampiro" que brilha no sol.
   Ontem eu finalmente assisti aos filmes mais famosos do Wook Park, eu já tinha em mente assisti-los antes, mas a falta de tempo e disposição não deixava. Um belo dia, conhecido como ontem de ontem, eu fui à inauguração das Lojas Americanas na minha cidade, passei pela parte de filmes e fiquei encantada, como sempre segurei um monte de filmes, mas no final tinha que escolher algum e eu escolhi Oldboy, sabia que realmente ia valer a pena. Eu cheguei em casa toda feliz, mas tinha que ir para a escola, então tive que deixar pra ontem, acabei assistindo os três filmes da trilogia e estou aqui para comentar eles individualmente e até compara-los.

Mr. Vingança (Boksuneun Naui Geot, 2002)
   Mr. Vingança é o primeiro filme dessa maravilhosa trilogia, não que tenha começado mal, mas foi o que eu menos gostei, não me tocou tanto quanto os outros dois filmes, explicarei depois a razão.
   A vingança desse primeiro filme é bem tranquila, singela, não temos muitos personagens, não temos mocinhos ou vilões, Mr. Vingança apenas nos apresenta personagens pessoais em tristes situações. A maior jogada desse filme foi ter esses como pontos positivos, não envolve personagens fora da realidade, nós só vemos pessoas comuns, pessoas desesperadas e automaticamente tomamos a dor dessas pessoas. Esse filme me sufocou, mas foi um bom sufocamento, eu senti de verdade essa dor que os personagens estavam passando.
   Outro ponto positivo é que o filme é envolvente o mesmo que leva a gente ao ponto negativo, no início eu disse que tinha uma razão pra gostar menos desse filme do que dos outros dois e agora eu exponho meu único ponto negativo: Mr. Vingança, mesmo sendo um filme muito envolvente, é um filme muito previsível. Eu adivinhei o filme inteiro quando chegou na metade, acho que por isso não fiquei tão surpresa com aquele final. Chan Wook é um diretor incrível, principalmente quando brinca com os clichês, é o que eu mais gosto dos filmes dele. Nesse filme parece que ele tentou seguir as coisas como são, deixando o clichê ser clichê, por isso acho que não gostei tanto assim.
   Dentro dos poucos personagens principais temos Ryu, um jovem surdo que vivem em busca de um rim para sua irmã doente, ele com toda essa busca acaba caindo nas mãos de alguns traficantes de órgãos, que acabam tirando seus rins. Ryu até então não sabe mais o que fazer, ele só acaba encontrando uma solução irregular em Yeong Mi, amiga da Ryu, que foi expulsa de uma escola para surdos por não ser realmente surda. Yeong Mi sugere a Ryu que sequestre a filha do ex-patrão, Park Dong Jin.
   Ryu é a alma sensível do filme, ele não fala e não parece uma pessoa muito inocente a primeira vista, mas ele é como uma criança cheia de sentimentos e também ressentimentos, eu fiquei com muita pena dele, nada foi culpa dele de verdade, ele não queria fazer o que fez, mas certas circunstâncias o transformaram em um monstro. 
   Yeong Mi me lembrou um pouco Marla Singer, ela é totalmente Marla, você sabe. Acho que ela também é a única mulher importante do filme. Eu gostei dessa personagem, foi uma personagem realista, eu vejo várias garotas como ela na rua, não sei se essas garotas seriam capazes de planejar um sequestro, mas em uma situação desse tipo ninguém pensa direito, não é?
   Park Dong Jin é nosso Mr. Vingança, um homem comum, como ele estava falido, não podia nem se importar com a situação da filha. Pelo que senti, Park Dong Jin estava desistindo de tudo, ele estava falido, não tinha dinheiro para pagar o resgate e não chamou a polícia achando que tudo se resolveria em um bom sequestro.
   No filme nós temos uma cena de sexo ente Ryu e Yeong Mi, aí é que entra novamente meu senso crítico, geralmente não gosto desse tipo de cena, mas em todos os filmes do Chan Wook Park tudo o que eu rotulo como depravação vira arte. A visão dele é tão maravilhosa, uma cena de sexo não precisa de uma fotografia exagerada, uma música pra lá de melodramática e movimentos sutis com a câmera para ser uma cena bela, Wook Park mostra isso, que é possível fazer uma boa cena de sexo sem todas essas frescuras de hipster. Pode ser que Mr. Vingança não tenha ultrapassado Oldboy e Lady Vingança para mim, mas no quesito de cena sexualmente bonita esse ganha dos dois.
   As minhas considerações finais: Mr. Vingança é um filme lindo, sútil, sufocante, bem-feito, com excelentes atores e uma bela mensagem. 

Oldboy (Oldeuboi, 2003)
   Oldboy para mim é o filme da trilogia mais difícil de julgar, pois é uma mistura de um filme que eu amei, com outro filme que eu gostei muito, parece que misturaram os dois e nasceu um filme perfeito.
   Nosso principal personagem aqui é um homem chamado Oh Dae Su, ele aparentemente é um homem comum, que é sequestrado no dia do aniversário de sua filha. Após o sequestro repentino, ele é mantido preso por quinze anos dentro de um quarto de hotel e repentinamente também é solto em algum lugar da cidade dentro de uma mala, não sabendo aonde está e conhecendo mais o mundo, Dae Su toma como principal a missão de se vingar de quem o encarcerou por quinze anos dentro de uma prisão psicológica.
   Lembra alguma coisa para vocês? Pra mim lembra muito, tanto pela sinopse, quanto pelo filme, O Conde de Monte Cristo, um filme que eu gostei muito, mas que deveu na parte da vingança. Por outro lado, também me lembrou Clube da Luta, um filme que eu amo de paixão. Teve até um pouco de Matrix em Oldboy.
   Na pele de Oh Dae Su temos o incrível Choi Min Sik, para quem viu I Saw The Devil vai ficar surpreso em vê-lo como vingador e não como um vilão, lembrando que ele também está em Lady Vingança.
   Oldboy também tem um ótimo vilão, não posso falar muito do vilão, mas é um personagem bem enigmático, interpretado pelo ator Yu Ji Tae, ele também faz um pequeno papel em Lady Vingança.
   Não poderia esquecer também da protagonista feminina interpretada pela atriz Kang Hye Jung, ela aparentemente não parece ser uma grande personagem, mas recomendo que prestem muita atenção nessa personagem, ela é a chave do filme.
   Oldboy foi tudo o que Mr. Vingança não foi, não teve nada de previsível, tudo nesse filme era uma novidade, principalmente o final cheio de reviravoltas importantes, incrivelmente genial!
   A trilha sonora foi ainda mais evidente do que em Mr. Vingança, aqui temos uma trilha sonora bem semelhante a trilha de Clube da Luta misturada com algumas músicas clássicas. Eu gostei muito da trilha, além das músicas escolhida expirarem mistério tinham também alguns instrumentais que realçavam um pouco de comédia, foi bastante original.
    Diferente de Mr. Vingança a vingança de Oldboy foi gritante, Dae Su fazia questão de mostrar ao mundo seu desejo de vingança, ele não era nem um pouco sútil.
   Não consigo também apontar pontos negativos nesse filme, perfeito mesmo do início ao fim, nada previsível, nada cansativo, nada de típico, filme maravilhosamente genial, perfeito, original.
    Lições são o que não faltam em Oldboy, o filme mostra onde o homem chegar por sua vingança, o ápice da tragédia, impacto a cada frase de efeito.
   Eu tenho até medo de falar muito e abrir a boca sobre alguma coisa importante, então só vou dar minha constatação geral: Oldboy é uma obra-prima do cinema coreano, atuações incríveis, fotografia perfeita, cenas de luta muito boas, roteiro maravilhoso cheio de ligações incríveis, trilha sonora no melhor estilo Clube da Luta e uma vingança de tirar o fôlego, qualidades suficientes para tornar Oldboy um filme obrigatório para todos os cinéfilos.


Lady Vingança (Chinjeolhan Geumjassi, 2005)
   Com muito orgulho apresento à vocês meu 100º filme visto neste ano, Lady Vingança, fato a se comemorar, pois me sinto orgulhosa de verdade por ter assistido a esse filme. 
   Lady Vingança é ainda mais sútil, poético e delicado do que Mr. Vingança e ainda mais eletrizante do que Oldboy.
   Chan Wook Park também transforma aqui uma estória comum em um grande projeto artístico. A estória gira em torno de uma mulher chamada Geum Ja, ela é uma mulher considerada santificada por todos, mas a realidade é que Geum Ja foi presa por matar um jovem menino. A realidade da realidade é que Geum Ja apenas confessou o assassinato para poder encobrir seu ex-amante, Sr. Baek.
   Geum Ja acaba descobrindo que seu amante a traia, então decide colocar seu plano em prática mesmo dentro da prisão, quando solta ela está finalmente livre para procurar a vingança.
   A personagem Geum Ja é brilhantemente interpretada pela Lee Young Ae, pena que esse foi o último filme que ela protagonizou. Unnie, por favor, volte a atuar, você é brilhante!
   No papel secundário, como eu já disse, temos novamente Choi Min Sik muito digno no papel do inescrupuloso Sr. Baek.
   A fotografia desse filme consegue ainda ser mais espetacular do que a de Oldboy, aqui temos uma tonalidade mais amarelada, suave, bonita, agradável para admirar.
    Lady Vingança também tem mais humor do que nos outros dois filmes, aqui temos além de Geum Ja ótimas antagonistas, as moças da prisão eram adoráveis e odiáveis ao mesmo tempo. Aqueles flashbacks da prisão foram muito divertidos, diferenciou esse filme dos outros da trilogia criando uma dose de humor muito equilibrada.
   As cenas finais foram lindas, eu gostei muito das cenas de neve semelhantes às cenas finais de Oldboy, uma cena tão linda quando aquela e só um pouquinho mais bizarra.
   A vingança de Geum Ja ainda não foi melhor do que a de Oh Dae Su, mas ainda foi maravilhosa, poética.
    Também não consegui encontrar pontos negativos nesse filme. Eu vejo essas pessoas dizendo: "Não foi melhor que Oldboy". Acredito que Lady Vingança esteja na mesma altura de Oldboy.
   Incrível como Wook Park consegue fazer três filmes totalmente diferentes e todos eles são maravilhosos.
   Lady Vingança tem uma mensagem contrária a dos outros filmes, não posso mesmo entregar as coisas importantes, mas digo apenas que a vingança pode ser um ótimo meio de democracia.
   Acho que tudo o que eu também tenho que dizer dele eu disse na resenha de Oldboy, ambos são incríveis, instigantes, com ótimas atuações, vingança super democrática, filme delicado, bonito e cheio de simbolismo, cinema em sua melhor forma.

   A minha conclusão final foi boa, eu não vejo a hora de assistir esses três em uma televisão grande, realmente são ótimos filmes. 
    Eu gostei muito de Oldboy e Lady Vingança, não sei escolher entre esses dois que eu amei!
   Chan Wook Park é o mestre quando se trata de vingança, eu espero logo Segredos de Sangue, com certeza vai ser incrível como essa trilogia.

Chan Wook Park e algumas palavras sobre seu trabalho...
   Eu encontrei poucas entrevistas do Chan Wook, eu deixo aqui duas citações para vocês que querem conhecer mais sobre o trabalho desse incrível diretor.
   Seus filmes recorrem muito nas intensas performances centrais, muitas vezes enraizados em personagens e experiências que não são particularmente normais. Como você trabalha com os atores para criar essas performances?
   Na frente da câmera quando eles filmam cada cena eu realmente não gosto de dar instruções específicas. Eu gosto de proporcionar a eles liberdade para fazerem o que quiserem em frente a câmera. Mas, no estágio de pré-produção eu bebo muito com os atores e eles falam sobre suas vidas e o que está acontecendo, eles escutam as histórias uns dos outros. Pouco a pouco eles se conhecem muito bem e eles também trocam ideias sobre o filme. 
   Em uma entrevista sobre Oldboy, você disse que as mentalidades de seus personagens e sua mentalidade algumas vezes diferem drasticamente. Como você vê as ações dos pais e de Geum Ja no final de Lady Vingança? 
   Bem, eu não teria me comportado como as famílias se estivesse naquela situação. Eu teria sido fraco como o pai que deixou sua esposa fazê-lo sozinha. Mas, isso não significa que eu não entendo o comportamento deles, estou completamente com empatia dos pais. Eu acho que é uma grande habilidade de artistas e diretores trazerem essa empatia, então eu estudei pessoas comuns para ver o que eles fariam em situações extremas.

30 de nov. de 2012

Os Reis de Dogtown (Lords Of Dogtown, 2005)

   Sabem quando um filme acaba e no final desse filme você deseja apenas falar um palavrão, digo, um palavrão bom? É o que aconteceu pra mim com o final de Os Reis de Dogtown.
   Eu não sou muito antenada em esportes, principalmente skate, sobre o qual eu não conheço nada. Eu sou tão desinformada sobre o assunto que nem sabia que Os Reis de Dogtown era um filme biográfico. 
   Os Reis de Dogtown retratando muito bem os 70's, conta a história concreta de alguns amigos, que criaram um estilo diferente de andar de skate.
   Vou falar um pouco aqui sobre cada personagem, eu acho digno, gostei muito de todos, pois todos tinham sua única personalidade, um foco maior.
   Tony Alva (Victor Rasuk) inicialmente só quer a aprovação do pai, mas ele passa por um tipo de evolução, depois de uma certa parte do filme, suas ambições se tornam maiores e Alva tem mais o desejo de ser rico e famoso.
   Jay (Emile Hirsch) é um daqueles personagens sem objetivos, na verdade ele tinha um, que era pagar o aluguel da casa da mãe.
   Stacy Peralta (John Robinson) é mostrado como um cara certinho, ele era o único que trabalhava no grupo, por isso foi excluído da primeira formação, mas depois do show em um evento finalmente colocaram ele dentro do Z-Boys.
   Nós temos nada mais, nada menos, representando o empresário, criador dos Zephyr Team, o incrível Heath Ledger, que não deveu em nada atuando como um bebum fracassado.
   Uma coisa bem legal desse filme é que ele fala sobre a amizade entre os integrantes do grupo, mesmo mudando de equipe, eles nunca deixaram a amizade para trás. Eu achei o final muito legal por essa questão mesmo de amizade, vocês vão entender quando assistirem.
   Jogada de mestre mesmo, que para mim arrebentou tudo, foram as jogadas de câmera. Eu achei genial aquelas filmagens das partes do skate, parecia um simulador, me deu até vontade de aprender a andar de skate de tão maneiras que foram aquelas cenas.
   A trilha sonora é muito foda, escolheram muito bem as músicas para representar a época.
   Eu considero como único fora que esse filme deu foi dar mais destaque para a irmã rodada do Tony Alva do que para a Peggy Oki, que para quem não sabe, foi a primeira skatista mulher e também a única do grupo.
   Outra coisa que não entendo é a maneira que uma diretora que fez um filme desse calibre, foi dirigir uma porcaria cinematográfica como Crepúsculo três anos depois, nada contra quem gosta, mas é um filme terrível. Catherine Hardwicke decaiu muito de qualidade desses anos pra cá, não confio nela desde Aos Treze, que eu também odiei.
   Enfim, quem é que quer lembrar de filmes ruins, enquanto está falando de Os Reis de Dogtown? Eu não vou precisar de mais nada, só recomendar. Eu recomendo Os Reis de Dogtown para todo mundo, você nem precisa gostar de skate pra curtir, o próprio filme já vai te fazer ter uma visão diferente sobre o mundo do skate, incrível!

27 de nov. de 2012

My TOP 10: Futuros e lançamentos que eu estou louca para assistir

   Eu passei aqui hoje para informar vocês que finalmente temos novas atrações no blog, agora, além das resenhas, temos também listas e biografias.
   Não há nada melhor do que começar um lançamento com lançamentos, então nossa primeira lista são de filmes que ainda não lançaram, mas que eu estou louca para ver.
   Como os filmes não lançaram, eu pretendo falar minha expectativa sobre cada um individualmente, falando sobre o elenco, direção e sobre as coisas que me chamaram a atenção para querer assistir o filme.

10º Les Misérables
   Os Miseráveis ficou nessa posição, porque dos filmes dessa lista é um que eu não faço questão de ver desesperadamente. Eu não vou mentir, tenho minha razão para querer assistir esse filme e essa razão se chama Helena Bonham Carter.
    Eu como uma boa cinéfila também quero aproveitar todo resto, eu espero desse filme coisas grandes, pelo trailer nós podemos esperar músicas fortes, trama emocionante e uma bela fotografia.
   Os Miseráveis reúne um elenco de ponta, com a presença de Anne Hathaway, Hugh Jackman, Amanda Seyfried, Russell Crowe e Sacha Baron Cohen.

9º Helter Skelter
   Eu cheguei nesse filme pensando ser um filme sobre a família Manson, mas na verdade é um filme japonês com uma premissa super interessante.
   Não tem nenhum ator que eu conheço, mas me interessei muito pelo trailer e sinopse, previ um filme criativo cheio de críticas sociais, misturando drama e comédia.
   O filme já estrou no Japão em 14 de julho de 2012, eu não sei se vai chegar ao Brasil, mas se não chegar, espero que pelo menos algum site de legendas tenha boa fé em legendar, porque esse filme parece ser incrível.
8º The Lords Of Salem
   Leandra você é louca pra confiar no Rob Zombie? Me julgue a vontade, mas eu adoro essas maluquices dirigidas pelo Zombie, adorei A Casa dos 1000 Corpos e mais do que isso, amei Rejeitados Pelo Diabo.
   O show de bizarrices mostradas no trailer me conquistaram, esse filme promete ser um filme de terror daqueles.
   No elenco temos Sheri Moon Zombie, esposa de Rob Zombie e musa inspiradora presente na maioria dos filmes dele, Lisa Marie, ex-mulher do Tim Burton, que foi trocada pela Helena (e que parou de fazer filmes depois de Planeta dos Macacos) e Ernest Thomas, eterno Sr. Omar da série Todo Mundo Odeia O Chris.

7º The Man With The Iron Fists
   Nem sei como esse chegou na minha vida de cinéfila, mas amei aquela capa, aquele trailer, aquela mistureba danada, aquelas lutas no melhor estilo da China, vai ser perfeito!
   Acho que vai ser uma mistureba maluca, uma mistureba muito boa, que promete dar muito certo. Pelo trailer dá pra ver muita coisa além de lutas entre samurais, parece que vai envolver muita violência, coisas místicas e até Rap, eu realmente preciso ver isso!
   No elenco de The Man With The Iron Fists temos Russell Crowe, Jamie Chung, Lucy Liu e na produção o excêntrico conhecido Quentin Tarantino.
6º The Lone Ranger
   Para amenizar essa lista um tanto pesada finalmente quero assistir um filme que eu acho que vai ser mais light por conta de ser dos estúdios Disney.
   Aqui mais do que um bom elenco, tenho duas razões para querer assistir esse filme, meus atores favoritos, Johnny Depp e Helena Bonham Carter pela primeira vez longe de um filme do Tim.
   Não posso me esquecer também de Gore Verbinski na direção e de Armie Hammer como protagonista, para promessas, esse filme parece que vai realmente pagar as dívidas.


5º Only God Forgives
   Only God Forgives é o atrasadinhos da lista, não tem nem trailer ainda, mas mesmo assim estou doida pra ver.
   Only God Forgives já é a segunda parceria ente o diretor Nicholas Winding e Ryan Gosling depois de Drive.
    Eu sou suspeita a falar, adoro o Ryan Gosling, ele é um dos melhores atores dessa geração, pelas fotos e pela sinopse parece que o personagem que ele vai interpretar vai ser tão merecido para um ator ao nível do Gosling.
   O gênero ainda é um mistério, pela sinopse parece que vai ser um daqueles filmes de vingança inesquecíveis.

4º Talaash
   Estava demorando para aparecer um filme indiano nessa lista. É claro que tem um filme indiano que eu quero muito ver.
   Eu me interessei muito pela sinopse, parece que esse filme vai ser ótimo, é difícil chamarem o Aamir Khan para um filme ruim.
   Filmes como esse mostram que o cinema indiano está no mesmo patamar de Hollywood, esse trailer foi arrasante e esse filme é um dos que eu preciso assistir desesperadamente.
   Aamir Khan é o cara, nunca me decepciono com um filme dele, além disso ele é um dos atores que mais nos leva a conhecer Bollywood por ser também ótimo em divulgar seus filmes.
   Parece que esse filme já lançou lá na Índia, acho que também não vai ser lançado no Brasil, mas vou fazer questão de esperar.

3º Confessions Of Murder

   Confessions Of Murder primeiro me chamou atenção por ter o Park Shi Hoo no elenco. Eu adoro o Park Shi Hoo, ele não é muito conhecido por filmes, ele trabalha mais em dramas para televisão. A sensação de ver Park Shi Hoo nesse filme no papel de um assassino é incrível, eu só vi ele como mocinho, papéis diferentes são desafios para os atores, eu realmente gosto muito quando um ator que eu realmente gosto faz um papel diferente, aposto que Park Shi Hoo vai fazer isso com maestria, ele é ótimo!
   A segunda coisa que me fez querer ver é a coisa dos assassinatos. Quem não ama um filme de perseguição entre polícia e assassino?
   Eu não achei a página do filme no Filmow, não sei como resumir, mas acho que é basicamente um homem que escreve um livro contando todos os seus crimes, após escrever esse livro ele começa a ser perseguido por um perseverante detetive.
   O poster e o trailer também são animadores, espero muitas reviravoltas, mistérios e muita ação.

2º The Iceman
   The Iceman é baseado na história real de um dos maiores assassinos da história, Richard Kuklinski, que matou mais de 2.000 pessoas.
   Adivinhem quem temos no papel principal do filme? Sim, sim, um dos atores mais incríveis para interpretar psicopatas, Michael Shannon.
   Temos também no elenco a diva Winona Ryder no papel de esposa do assassino e Chris Evans. Eu ainda não assisti um filme pelo qual Chris Evans foi desafiado, no papel em The Iceman ele está irreconhecível  parece que esse papel vai ser um passo para vê-lo como um ator mais sério.
   Eu amei esse trailer, muito sangue, muitas mortes, muitos tiros, não vejo mesmo a hora de lançar, vai ser com certeza um dos filmes do ano.


1º Stoker
   Pense em um filme perfeito, com um diretor perfeito, com um trailer perfeito, com um elenco perfeito, com um tema perfeito, Segredos de Sangue com certeza é esse filme.
   Eu pensei que não ia dar certo Chan Wook Park em Hollywood, mas aí ele me deixa com cara amassada sendo um daqueles diretores obrigatórios de se acompanhar até na China.
   No elenco nós temos duas atrizes excelentes, Nicole Kidman e Mia Wasikowska, tem como isso ser ruim?
   A trama parece ser ótima, adultério, vingança, além de me lembrar um pouco a história da Branca de Neve, com uma visão mais vingativa. O filme que já era prioridade depois desse trailer se tornou obrigação.

23 de nov. de 2012

Meu Filho, Olha O Que Fizeste! (My Son, My Son, What Have Ye Done, 2009)

Eu amei essa cena.
   Vocês lembram da resenha sobre o filme Precisamos Falar Sobre Kevin? Então, eu estou aqui hoje para falar de um filme parecido.
   Meu Filho, Olha O Que Fizeste é um filme baseado em uma história real, que gira em torno de um cara maluco que apunhalou a mãe até a morte com uma espada, logo depois o crime, ele fez a polícia ficar igual trouxa tentando prendê-lo em frente de casa. Seria mais simples se fosse dessa maneira, mas ainda temos um amigo e a noiva do protagonista Brad, os dois contam a história ao detetive por suas próprias perspectivas nos levando a identificarem motivos para Brad ter matado sua mãe que tanto amava, entre outras coisas importantes para justificar seu comportamento.
   Já que eu citei Precisamos Falar Sobre Kevin, vou ter que dar algumas explicações. Os dois filmes não são parecidos no enredo, mas os dois falam sobre a mesma coisa, psicopatia. Kevin e Brad são o tipo de personagem que você olha e logo sabe que eles não são normais. Ambos nasceram com a psicopatia, eu ainda tento encontrar causa para as coisas que Kevin fez, talvez ele estivesse totalmente maluco como Brad, que usou uma estória fictícia para basear seu crime.
   O clima dos dois filmes citados também são parecidos e ambos possuem a mesma narrativa. Meu Filho, Olha O Que Fizeste também é dividido em passado e presente, mas vale lembrar que a parte passada é contada pelo ponto de vista da noiva e do amigo de Brad.
   Se tratando sobre um filme sobre psicopatia o filme é incrível. Eu acho que só se perdeu um pouco no ritmo, tinha partes que o filme se tornava lento e entediante, mas consegui aguentar até uma melhora significativa.
   Eu sou suspeita a falar, estou casa vez mais apaixonada pelo Michael Shannon, ele tem aquela cara sexy de psicopata maluco e eu não resisto. A atuação do Michael Shannon como Brad está maravilhosa, ele é realmente incrível.
   Temos também a pequena ajuda da diva Chloë Sevigny no papel de Ingrid, noiva de Brad.
   A fotografia é linda, outra semelhança com Precisamos Falar Sobre Kevin, nesse filme também temos cenas marcantes, quando Brad sente o tempo parar podemos lembrar de algumas cenas anteriores que mais se parecem com fotos.
   Trilha sonora também é ótima, têm várias músicas mexicanas, árabes e na trilha instrumental também tem alguns toques que imitam flamingos, você vai entender quando assistir.
   Recomendo para quem gosta de filmes malucos, acho que não vai agradar pessoas convencionais. Enfim, recomendo também para quem estuda psicologia, é interessante ver essas diversas transformações psicológicas até o ápice da loucura.

22 de nov. de 2012

Fim da Linha (End Of The Line, 2007)

   Alguns dias atrás eu estava passando lá pelo Clube dos Cinéfilos no Facebook e me deparei com uma indicação de filme de terror. Eu me interessei justamente por ser difícil de indicar um filme de terror, ninguém costuma indicar filmes de terror atuais, porque atualmente a indústria do gênero está fraca, poucas vezes encontramos um filme de terror realmente original, então como foi uma indicação, decidi dar uma chance.
   A estória do filme é bem simples, se passa em um metrô, onde um grupo de pessoas aleatórias são atacadas por fanáticos religiosos malucos.
   Eu gostei desse filme já nos primeiros minutos por não ter muita enrolação, não tem um teatrinho idiota antes das coisas estranhas começarem a acontecer.
   A primeira coisa que me chamou atenção foram os personagens, nos filmes de terror normais sempre tem uma jumenta que só sabe gritar, um cara metido a gostoso sabe tudo e uma mocinha pra lá de sem graça que acaba se tornando a heroína no final, mas nesse filme os personagens são diferentes, os personagens do filme retratam pessoas comuns, que um belo dia pegam o metrô para ir para casa e de repente se deparam com o verdadeiro apocalipse.
   O clima de suspense prevalece o filme inteiro, todo tempo era perigoso. Poucas vezes eu encontrei filmes que me deixaram com vontade de torcer pelos personagens e evitar uma tragédia apenas dizendo: "Corre, corre, corre!!!"
   Depois de um curto tempo de filme descobrimos que a razão de toda essa perseguição é o fim do mundo e que toda a nação só pode ser salva com a morte, então a ideia desses religiosos malucos é simplesmente matar todas as pessoas normais e logo depois, matarem seus próprios irmãos da irmandade e matarem também a si mesmo.
   Considero esse como um dos filmes sobre trilhos mais criativos que já assisti. Já assisti outros filmes de perseguição, mas esse tem toda uma razão envolvida, um roteiro bacana, um suspense sobrenatural, convincentes efeitos especiais e personagens não insuportáveis.
   Algumas atuações são bem toscas, mas não posso exigir toda essa perfeição. Fim da Linha se propôs e conseguiu ser um ótimo terror independente, além de ser um bom filme, também foi original nessa proposta e isso compensa a falta de atuação dos atores.

18 de nov. de 2012

A Bola da Vez (Sixty Six, 2006)

   Eu confesso que só assisti a esse filme pela diva Helena Bonham Carter, mas acabei gostando bastante e vim comentar ele aqui para vocês.
   Sixty Six fala basicamente sobre um garoto judeu, que está super animado por seu Bar Mitzvá, cerimônia judaica para a passagem de um jovem para um verdadeiro homem, mas nem tudo sai como esperado pelo jovem, quando sua família vai à falência e pior ainda quando ele descobre que o dia da cerimônia é o mesmo dia que o final da Copa do Mundo de 1966.
   Comecei a assistir esse filme sem saber sobre o que se tratava. Eu tinha uma percepção já pela capa dele, mas assisti meio que um impulso do tipo: "Eu nunca assisti esse filme com a Helena, então acho que vou ver."
   Assisti o filme todo com uma sensação de Wes Anderson, me lembrou muito o mais recente Moonrise Kingdom pelas cores leves e toda a simplicidade do roteiro.
   A Bola da Vez é um filme bem simples, não tem personagens marcantes, mas é um filme doce, muito divertido para passar o tempo em um domingo ensolarado.
   As atuações são o ponto forte, eu gostei bastante da atuação de todos os atores, não posso deixar de dar destaque para a Helena, eu assisti por causa dela e não me arrependi em nada, estava perfeita como sempre.
   O final também é muito bom, é difícil eu ficar feliz com finais, mas achei que esse filme foi todo completinho. 
   A estória é bem simples, mas não deixa de ser envolvente, eu até torci para que a Inglaterra perdesse a Copa do Mundo só por causa do Bar Mitzvá do Bernie.
   Não tenho muito o que falar, mas para vocês que estão procurando um filme morno com um pouco de comédia, Sixty Six é o filme certo.
    A Bola da Vez vai passar novamente hoje 19/11/2012 às 18h no canal pago de televisão Glitz.

16 de nov. de 2012

First Kiss (Rak Sud Tai Pai Na, 2012)

   Prometo que esse é o ultimo filme romântico de hoje, eu só queria comentar mais esse por que é uma fofura de filme, eu não pensei que ia gostar tanto.
   A diferença de First Kiss para outros filmes de comédia romântica é que esse filme é tailandês, eu nunca assisti um filme tailandês fora do gênero terror, então esse filme meio que foi uma surpresa.
   A trama não é muito diferente de outros filmes do gênero, esse filme também é clichês, mas se você está querendo ver um filme de comédia romântica para se surpreender pode mudar de gênero. 
   First Kiss trata sobre o assunto de relacionamento entre uma mulher mais velha e um homem mais jovem. Sa é uma personagem que esperou toda vida por seu primeiro amor, ela só não esperava acidentalmente beijar um adolescente de ensino médio no ônibus e também não esperava que esse adolescente ia se apaixonar por ela fazendo de tudo para conquistá-la.
   Bass é um garoto muito fofo que conhece a nossa heroína protagonista e começa a correr atrás dela por todos os cantos, ele acaba desenvolvendo uma amizade grande por ela e logo depois começa a se apaixonar.
   Eu disse que o enredo seria clichê, mas eu tenho que dizer que amei esse filme, não dei nem a mínima para os clichês de tanta fofura.
   Sa é uma daquelas mulheres sonhadoras, eu confesso que achei exagerado e infantil uma mulher daquela idade ainda esperar por seu primeiro amor lá do colégio. Eu pensei que ela iria recusar Bass, mas acabei me surpreendendo da facilidade que ela aceitou o pedido de namoro. 
   Bass é um daqueles jovens que só pensam em coisas que não vão dar um futuro, First Kiss fala muito bem dessa questão, Sa fica preocupada com o tipo de futuro que ela teria com um cara onze anos mais novo que ela.
  Sa também tem amigos hilários, eles mesmo colocando ideias malucas na cabeça dela quebraram o gelo do filme. Eu dei até algumas risadinhas com eles.
   As cores do filme também são notáveis, colocaram cores tão vivas que aumentam a felicidade de qualquer pessoa.
   A única coisa que deveu muito foi nos beijos, eles nem chegavam a tocar os lábios direito, eu esperava que pelo menos no final tivessem aqueles beijos incríveis, mas já vou destruindo algumas esperanças, pois só teve aqueles beijinhos decepcionantes.
   Eu estranhei muito o idioma no começo, mas depois comecei a me acostumar com o idioma e com as vozes esquisitas dos atores. First Kiss é um filme tão leve, gostoso de assistir e o tempo passou voando. Eu confesso que também chorei algumas pitanguinhas com o final.

Um Dia (One Day, 2011)

   Leandra mais um filme de romance? Calma, ainda tem mais um daqui a pouco. MUAHAHAHA
   Romance não é um dos meus gêneros favoritos, mas ontem eu estava doidinha e acabei assistindo três filmes românticos um atrás do outro, confesso que chorei com dois e um desses dois foi Um Dia.
   Eu percebi ontem, no meu dia de cinema romântico, que nenhum dos três filmes que assisti foi realmente inovador. Percebi também que sou uma grande conhecedora do cinema romântico para prever os acontecimentos. Não precisa realmente ser um gênio, romances são incrivelmente previsíveis, não reclamo disso e até gosto, sou total manteiga derretida mesmo sabendo o que vai acontecer no final, choro do mesmo jeito.
   Dexter e Emma são o casalzinho do momento, eles se conhecem no início no filme na formatura da escola, depois de uma experiencia embaraçosa decidem ficar apenas na amizade, começam a depender um do outro para viver, mantém quase a vida toda em contato, ambos começam a encontrar outras pessoas, mas eles também sabem de deus sentimentos especiais de um para o outro e uma hora o casal obviamente fica junto. Eu peço desculpas pelo spoiler, mas não é realmente um spoiler já que todos sabem que uma hora isso tem que acontecer.
   Gostei desse filme por causa do lado mais realista, o casal encontra outras pessoas, não ficam apenas remoendo o primeiro amor por anos e anos, eles também ficam junto várias vezes, mas muitas vezes desviam seus sentimentos.
   A ordem cronológica também é muito interessante, mostra a amizade de Dexter e Emma desde 1988, ano em que eles se conheceram até o presente 2012.
   A mensagem que o filme deixa também é maravilhosa: "Não deixe para fazer amanha o que você pode fazer hoje". 
   Confesso que acabei chorando no final, não foi uma coisa imprevisível para mim, na verdade eu já esperava que acabasse daquela maneira, mas do mesmo jeito me abalou. É claro que foram apenas algumas lagriminhas, não derramei um balde de água, mas achei uma coisa bem balanceada, não esperava mesmo chorar muito, depende muito da pessoa. 
   Temos nesse filme também ótimas atuações de Jim Sturgess e Anne Hathaway, que não deixam nem um pouco a desejar. 
   A única coisa que eu não gostei muito foi a previsibilidade, não foi mesmo um filme surpreendente, não teve muitas reviravoltas, mas a lição de vida que passa é realmente bonita.
   Eu recomendo Um Dia para todos aqueles que querem assistir um filme leve, bonito e que querem chorar um pouco nesse final de semana.
   * Eu achei um pouco ridícula aquela profissão que arrumara para o Dexter, não achei muito realista, mas vai saber o que passa na cabeça do cara que criou a estória, ele provavelmente pensou no estilo americano de vida para criar o personagem.

Bonequinha de Luxo (Breakfast At Tiffany's, 1961)

   Mulheres, imaginem um lugar perfeito, um lugar onde podemos tomar café da manhã, conversar com nossas amigas, se sentirmos felizes, realizadas e ainda por cima, não sermos discriminadas por termos um pretendente pobre. Eu estou falando da Tiffany's, o lugar perfeito para nós mulheres nos aliviarmos das tristezas da vida.
   Tiffany's pode estar no título, mas não é realmente a estrela brilhante do filme, tanto que os protagonistas nem se encontram na Tiffany's.
   Eu sempre fui uma idiota total a respeito desse filme, sempre pensei que Bonequinha de Luxo e Breakfast At Tiffany's fossem dois filmes diferentes, eu só fui descobrir ontem que ambos eram o mesmo filme.
   Quem se importa com meus erros idiotas? O que realmente importa agora é a linda da Audrey Hepburn e seu galã pobretão dos 60's.
   Bonequinha de Luxo gira em torno da nossa it girl da época, Holly Golightly, uma piriguete da época, que não está nem aí para compromisso sério e que só pensa em ganhar dinheiro.
   Você deve estar se perguntando a razão de piriguete, não é? Hoje ser piriguete pode levantar os maus olhos das pessoas, mas vendo essa personagem da Audrey, penso que ser piriguete na época era uma coisa que realmente chamava atenção sem ser vulgar. Audrey e toda a esquipe do figurino fizeram um trabalho fantástico, não é só ir lá e colocar uma roupa extravagante na personagem, não adiantaria nada se fosse uma atriz sem graça. Audrey é uma mulher graciosa, ela consegue com muita classe conquistar a todos com sua simpatia e versatilidade.
   Nosso galã pobretão é Paul Varjak, um escritor desempregado e novo vizinho de Holly, que acaba se apaixonando pela mesma.
   Dá pra saber o que vem depois, você sabe, acontece a clássica história menino conhece menina, menino tenta conquistar o coração da menina e ela não dando a mínima pra ele. É clichê? É, mas considerando a época em que o filme foi feito, provavelmente não existiam muitos filmes assim antes, tanto que esse pode ser a inspiração para os filmes modernos de comédia romântica.
   Fiquei sabendo que o papel principal seria oferecido para Marilyn Monroe, mas que ela não aceitou por causa de sua reputação já que Holly era uma verdadeira prostituta no visão de todos. A época era tão conservadora, que assistindo o filme atualmente, eu não estou considerando Holly como uma prostitua, mas sim como uma acompanhante, não parece uma coisa tão impura. A atitude da Audrey interpretar o papel e encarar como um desafio foi uma coisa tão nobre, eu acho que os atores precisam de desafios para crescerem em suas profissões e Audrey foi uma mulher incrível em encarar esse desafio.
   Eu adorei assistir esse filme nesse feriadão, Bonequinha de Luxo é um filme tão doce, natural e tão adorável, ele mostra a visão mais pura de uma mulher independente se apaixonando por um cara de personalidade oposta, mas ao mesmo tempo tão semelhante.
   Apesar de não gostar muito daquela personalidade possessiva do escritor gostei mesmo do romance dos dois.
   A trilha sonora, elenco, roteiro, figurino foram tão bem trabalhados, eu adorei cada detalhe da produção, não dá nem pra perceber que o filme é tão antigo. Eu com toda certeza não posso deixar de recomendar.
   Breakfast At Tiffany's foi indicado e venceu em quatro categorias do Emmy, indicado também em cinco categorias do Oscar, vencendo duas e também indicado em duas categorias ao Globo de Ouro.
   Para terminar bem a postagem, eu deixo abaixo o vídeo da parte do filme em que a encantadora Audrey Hepburn canta Moon River:

6 de nov. de 2012

Paul Is Dead (Paul Is Dead, 2000)

   Eu andava procurando muito no passado esses casos curiosos e uma vez me deparei com uma história um tanto interessante. 
   Dizem as lendas virtuais que Paul McCartney da mundialmente famosa banda The Beatles estava morto. Para suprir as faltas de McCartney, os amigos colocaram no lugar um sósia chamado Billy Shears. Alguém tem dúvida de que essa teoria conspiratória seja real? Tobias não tinha dúvidas.
   Paul Is Dead é um filme alemão feito para televisão que trata desse mesmo assunto. A trama é centrada na vida de um jovem fã dos Beatles. Até um dia ele tinha uma vida normal, mas após saber sobre a suposta morte de um dos integrantes da banda, Tobias começa a procurar pistas sobre o mistério. Após ver um carro com a mesma placa do carro mostrado na capa de Abbey Road, ele tem ainda mais vontade de encontrar a verdade para provar aos amigos de que está realmente certo.
   Como eu disse acima o filme foi feito para televisão. Sabem qual é a melhor coisa nos filmes feitos para a televisão? Filmes de televisão deixam algumas pontinhas soltas e isso consegue até ajudar de algum modo na nossa própria concepção dos fatos.
   Tobias é mostrado como uma criança alegre e imaginativa, ele realmente acreditava na morte de Paul McCartney.
   Podemos ver também outros fatos paralelos, além da morte de Paul o filme também nos mostra um pouco a relação de Tobias com seu irmão e outras coisas não tão importantes, como a paixonite de seu amigo pela namorada do irmão de Tobias. 
   Não só foram necessários falas, mas também argumentos para mostrar que Paul realmente foi morto há muito tempo de existência. Paul Is Dead coloca certas provas contundentes no roteiro, não são provas muito atuais, mas para quem não conhece a teoria pode ser uma coisa bem interessante.
   A maioria das músicas da trilha sonora são dos Beatles, mas ainda sim é uma trilha muito boa para o filme. 
   Eu recomendo esse filme para todos os que gostam de teorias conspiratórias, filmes feitos para televisão e obviamente para os fãs de The Beatles.
   Você pode baixar o filme aqui e para saber mais coisas sobre a suposta morte de Paul McCartney eu recomendo que leiam aqui e aqui.

3 de nov. de 2012

Psicopata Americano (American Psycho, 2000)

   Quem diria que um maníaco psicopata de um ano se tornaria um dos maiores heróis sete anos depois? Todo Pokemon evolui, meus amigos. A gordinha emagreceu, a feia ficou bonita e advinha onde parou o Bateman? Sim, ele se tornou Batman! 
   Christian Bale interpreta em Psicopata Americano um executivo de sucesso, que também "trabalha" como assassino nas horas vagas. Patrick Bateman é constantemente impulsionado por sua inveja pelos que possuem mais do que ele. Após receber um cartão de visita melhor do que o dele, Bateman cria uma sisma de vingança que aumenta ainda mais suas atividades homicidas, tornando-se um perigoso e violento psicopata.
   Psicopata Americano é uma adaptação de um polêmico livro de mesmo nome escrito pelo escritor Bret Easton Ellis.
   Eu fui assistir esse filme após ler uma entrevista do escritor Chuck Palahniuk, não poderia ser ruim se Chuck Palahniuk recomendou, certo? Errado! 
   Psicopata Americano é um daqueles filme mornos e melancólicos, como Taxi Driver, por exemplo. Eu me senti exatamente como se estivesse vendo Taxi Driver, entediada pra caramba.
   American Psyco tem suas coisas para pensar. Bateman é a forma da inveja, nele podemos nos enxergar, nós pensamos em coisas, mas existe uma grande distinção de pensar e fazer. 
   O humor negro do filme é uma das poucas coisas coerentes, chega a ser engraçado. A cena em que ele mata a mulher com a serra elétrica é uma coisa bizarra, realmente vale a pena só por essa cena.
   Patrick é o melhor tipo de maníaco psicopata, penso eu que ele salvou esse filme. Christian Bale é um excelente ator, ele nunca me decepcionou. 
   Eu vou ser sincera, tentando não prolongar meu comentário, não salvo muita coisa em Psicopata Americano, o máximo que dá pra tirar são as críticas a sociedade e a nós mesmos, Christian Bale e a trilha sonora. 
   Não se engane se alguém comparar esse filme a Clube da Luta, pois de Clube da Luta não tem nada. Você pode achar semelhanças no roteiro, mas em geral Psicopata Americano é um filme bastante clássico.
   A legenda que eu baixei foi uma das mais porcas que eu já encontrei pela internet, não consegui compreender muita coisa sobre o filme, por isso, provavelmente, eu não consegui prolongar muito essa postagem.
   Eu, mesmo não tendo gostado tanto, recomendo que assistam. Nós fazemos parte de uma sociedade que merece ser criticada, o filme critica a sociedade de ontem e do presente em que vivemos, inveja, consumismo e a falta de alguma coisa importante em nossas vidas, momentos de preenchermos esse vazio. Patrick tinha uma forma de preencher seu vazio, mas tudo não era nem metade do que parecia ser. 

18 de out. de 2012

Namorados Para Sempre (Blue Valentine, 2010)

   Eu primeiro queria demonstrar minha indignação a respeito do título do filme antes de começar a resenha. Blue Valentine aqui no título brasileiro se tornou Namorados Para Sempre, eu acho que vocês sacaram que o título ficou duas vezes maior e não entrou nada de azul, eu sei que até um macaco de circo poderia ter escolhido um título melhor para esse e muitos filmes que são alterados aqui no Brasil, mas isso é uma indignação pessoal. Eu deveria parar de falar sobre isso e falar sobre o filme que é a parte que realmente é importante.
   Blue Valentine é um filme que fala sobre um relacionamento desgastado entre duas pessoas que tentam salvar seu casamento relembrando o passado em um quarto de hotel.
   Eu estava com muito medo de assistir esse filme, eu peguei trauma desse tipo de filme no presente após assistir um filme de mesma temática com dois atores que por surpresa eu gostava. 
   Blue Valentine não me desapontou como um filme, eu na verdade gostei muito e posso afirmar que esse sim é um verdadeiro filme sobre relacionamentos.
   Derek Cianfrance que é um diretor iniciante mescla um roteiro muito bem elaborado com ótimas atuações resultando em um ótimo filme.
   A coisa do relacionamento onde o homem suplica pela atenção da esposa enquanto a própria tenta constantemente ficar longe de seu marido bêbado. 
   A coisa do relacionamento onde a mulher só busca a melhor opção para fugir e depois acaba pensando que não é realmente aquilo o que ela queria.
   Os personagens passam uma forma realista da relação. A relação mostrado do filme é a relação real longe dos contos de fadas dos filmes românticos e mesmo sabendo assim faz com que o telespectador torça pelo casal.
   A mulher só sabia colocar a culpa de todos os fracassos do relacionamento indiretamente no marido e ele só sabia pedir desculpas quando a culpa era da esposa.
   Eu gostei do filme por ele ser dessa maneira tão pessoal, não é nada igual a um conto de fadas, mas essa é a maneira que o diretor encontra de mostrar que todos nós somos daquela maneira.
   Eu não consegui identificar a Michelle, ela está realmente muito boa nesse filme. A personagem é outra história, ela é retratada como uma mulher chata de destruir mesmo o casamento e ainda deixar o marido frustrado por querer somente ela.
   Ryan Gosling é um lindo e além de lindo é ator de verdade. A interpretação dele foi ótima, eu também gostei um pouco do personagem, ele é o homem perfeito, mas retrata esse homem carente que busca a esposa.
   A trilha sonora é uma delícia, eu adorei e pra mim foi mais um ponto forte do filme.
   Eu achei que o filme deveu um pouquinho no final, mas mesmo assim só deveu, não arruinou toda a trama envolvida como acontece em muitos outros filmes. Eu pessoalmente recomendo, é um ótimo filme para quem quiser passar um tempo bem gasto.

14 de out. de 2012

Hindsight (Pureun Sogeum, 2011)

   Final de semana ou especificamente domingo, ótimo dia para aproveitar tudo o que o cinema nos oferece de melhor (ou não).
   Todo mundo já deve ter conhecido alguém politicamente correto que diz: "Não julgue o livro pela capa". A pessoa que diz isso provavelmente está se referindo a outras pessoas, eu sei, eu também falo assim sobre pessoas, pois as pessoas não escolhem suas capas, elas simplesmente nascem. Eu penso diferente ao falar sobre livros ou filmes, eles pelo contrário das pessoas podem ter a capa criada, então o processo de criação do filme começa pela capa já que é ela que vai fazer o comprador se interessar por aquilo desde o primeiro momento.
   Du Heon ou Yoon é um ex-chefe da máfia que se esforça para mudar de vida ingressando em uma escola de culinária com a esperança de fundar um restaurante. Yoon aparentemente vive uma vida tranquila, mas mal sabe ele que está constantemente correndo risco de morte quando conhece Se Bin.
   Se Bin é um tipo de espiã, ela também ingressa na escola de culinária para espionar Du Heon, mas mesmo depois de cumprir uma missão, ela recebe uma ainda mais difícil que é matar Du Heon. 
   Eu me senti nesse caso da capa a respeito do filme Hindsight. A capa é muito bonita, ela me fez querer assistir realmente ao filme e tudo o que acontece partindo desse momento que eu começo a ver o filme é culpa da capa por ter me enganado ou cumprido com minhas expectativas.
   A capa não me enganou totalmente sobre o filme, capa bonita remete a filme visualmente bonito. A filmagem foi realmente muito bonita e não posso me esquecer de todas aquelas cores deliciosas com uma cobertura amarela. Eu só arrisco em dizer que essa parte visual foi o ponto mais forte do filme. 
   A trama deve bastante comparada a parte visual. A história é lotada de clichês, não acho que isso atrapalhou já que a maioria dos filmes de ação são automáticos em clichês. As cenas de ação são bem feitas e o final pode ser descrito por mim como uma parada de Batman. A grande surpresa do filme é o final, mas para aqueles que já estão acostumados com filmes de ação pode ser uma coisa extremamente previsível.
   A grande sacada da trama foi o máximo clichê, você sabe o que acontece realmente quando o assassino se aproxima de sua vitima? A aproximação acaba criando um vínculo entre eles e essa trama previsível tem direito ao assassino protegendo quem deveria matar.
   As atuações salvam o filme de toda a mediocridade já que os únicos pontos fracos são visuais. Os atores são realmente muito bons e o elenco do filme foi muito bem escolhido contando com a presença do incrível Song Kang-Ho que se destaca tendo uma boa atuação. A atriz Shin Se Kyung também se mostrou uma boa atriz. 
   Eu classificaria o filme como bom, ele é realmente um bom filme para os que gostam de ação, mas acho que faltou aquela boa pitadinha de sal que faz um filme ser considerado especial.

10 de out. de 2012

As Duas Faces De Um Crime (Primal Fear, 1996)

   Eu sei, eu sei, eu sei que é mais um filme com o Edward Norton. O que eu posso fazer? Eu sou uma louca apaixonada por ele e por mais dois atores que vocês vão saber quem são pelos surtos psicóticos dos meus textos sobre filmes.
   Norton é um cara brilhante, ele se destaca e me surpreende a cada filme, eu não me importo se o filme é ruim, pois se tem ele no elenco, não tem como ser uma total perda de tempo. Eu não estou me referindo a Primal Fear como ruim, eu me refiro a Homens Em Fúria (Stone, 2010).
   Eu deveria parar de jogar conversa fora sobre outros filmes e começar a falar sobre esse filme aqui tratado, não é?
   Gregory Hoblit teve o filme como sua estréia nos filmes para cinema. Eu nunca assisti nenhum filme do diretor, mas sei que seus filmes são muito bem elogiados e não fico surpresa com a aprovação. Eu não sei se só eu percebo que nos últimos anos os diretores mais recentes estão se tornando muito melhores do que aqueles que dirigiram clássicos no passado. Eu não sei se isso é uma coisa ruim, mas todos os dias nomes recentes passam por cima de muitos velhos nomes e ninguém dá os valores que esses diretores merecem. A vida não é feita apenas de coisas cultas e acho que isso é uma coisa que as pessoas que supostamente gostam de cinema precisam aprender.
   As Duas Faces De Um Crime tem a trama centrada em um advogado que defende o caso de um adolescente acusado de matar um pastor a facadas. As evidências indicam mesmo que o adolescente é o verdadeiro assassino, mas o advogado não cobra um centavo por sua vontade de vencer a qualquer custo.
   Primal Fear com certeza vai ser um filme especial para todas as pessoas que gostam de uma trama bem amarrada.
   Eu pessoalmente gostei mesmo do roteiro, não acontece tudo tão rapidamente, mas também não é uma coisa tão devagar de deixar o espectador chateado.
   A técnica dos roteiristas de criar um personagem não desvendado foi ótima, não dava pra saber nem depois do filme acabar qual era a verdadeira face do criminoso. Eu me envolvi emocionalmente com o Aaron e até o fim acreditei nesse personagem. Eu não vou dizer se ele é inocente ou culpado, vocês só vão saber quem é o culpado quando assistirem ao filme.
   A lição que o personagem principal aprende serve muito para nossa vida. A realidade é um grande palco e ninguém nunca é aquilo que parece ser.
   Edward Norton está sempre incrível. Eu ouso em falar mais e mais sobre ele, pois ele é um dos únicos atores que me prendem na tela de uma maneira mágica e que me faz nunca querer sair da frente da televisão. A atuação dele aqui foi muito boa, mas não posso dizer que ultrapassou a atuação em A Outra História Americana. Eu acho que ele deveria ter ganhado uma estatueta por ambos no Óscar.
   Eu não sei o que dizer sobre o Richard Gere. Eu achei que ele estava bem apagado perto do Norton, não sei se é uma sisma minha contra, eu até li algumas opiniões no Filmow e até emprestei o filme para uma amiga. Eu só sei que preciso de uma segunda opinião, não consigo ver nada quando vejo Edward Norton.
   Primal Fear é todo esse ótimo filme, mas tem que ter um defeitinho minimo (que não arruinou nem um pouco da experiência). A coisa que me incomodou foi a duração do filme, eu não achei que foi necessário de duas horas para contar a história, mas eu não me arrependo das duas horas de filme, you know.
   Eu acho que não tenho mais nada para dizer. Eu não sei mesmo terminar uma resenha, então eu só deixo minhas saudações e o trailer desse maravilhoso filme.

7 de out. de 2012

Melancolia (Melancholia, 2010)

   As minhas férias passadas foram friamente separadas e divididas em semanas. Eu contava tudo em semanas e eu tive o prazer de assistir esse ótimo filme na minha Semana dos Semelhantes. Eu assisti no mesmo dia que assisti o excelente Confissões. Eu não sabia se os filmes eram semelhantes, mas eu fui julgado pela capa, sinopse e gênero. Eu errei pensando que os dois são parecidos no enredo. A única coisa que é semelhante entre os dois são aspectos visuais de qualidade, mas nos dois filmes esses aspectos são utilizados de maneiras muito diferentes.
   Justine e Claire são duas irmãs que foram afastadas pelo tempo. As duas voltam a se unir, mas em um momento onde tudo pode acabar quando um planeta se chocar com a Terra.
   Eu não sei se gostei de Melancolia, ele tem mais pontos positivos certos do que pontos negativos errados. Lars Von Trier é um cara enigmático que consegue fazer um filme ser previsível e imprevisível ao mesmo tempo. Eu conheci o trabalho do Lars com Dogville. A minha professora de língua portuguesa falou de Dogville lá na sala de aula e eu já bati os ouvidos. A habilidade de saber se o filme é bom só escutando seu enredo é fantástica. Eu sabia que Dogville seria um dos melhores filmes que eu assisti no ano, mas nem desconfiava que fosse um filme sem cenário. Eu pensava que a vila e os aldeões eram parecidos aquelas pessoinhas do AoE. O filme não foi o que eu imaginava, mas eu acabei gostando mais do que pensei que gostaria. Eu sou uma daquelas pessoas que corre atrás quando gosta do trabalho de alguém. Dogville foi uma grande experiência, então eu resolvi correr atrás de outros filmes do Lars.
   Melancolia é um filme que não me agradou pelo enredo. Eu reconheço que há uma grande diferença entre dizer que não gostou do filme e dizer que o filme é ruim. Melancolia não foi totalmente uma experiência ruim, mas aos meus olhos não agradou.
   Eu sempre tento me conectar com as pessoas que fizeram o filme para entender tudo melhor, mas eu não consigo entender o Lars. Eu posso tentar entender, ele já teve problemas realmente sérios e busca focalizar tudo isso em seus filmes utilizando de vários simbolismos.
   Melancolia é realmente um filme melancólico, chato, tedioso e previsível, mas ele não é melhor tipo do previsível, porque você já sabe o que vai acontecer a ainda fica sufocado quando acontece. 
   A Justine é uma personagem insuportável. Eu achei aquele drama todo do casamento muito desnecessário. A Kirsten Dunst foi incrível no papel, então eu não consegui dizer que odiei a personagem.
   A fotografia é uma coisa maravilhosa. Eu acho que a fotografia compensou toda aquela coisa previsível e chata. Os movimentos de câmera nas cenas do casamento foram tão realistas e tão bonitos. A parte visual me conquistou totalmente. Os poucos efeitos especiais também foram marcantes e conseguiram salvar a previsibilidade do final. A melhor coisa da parte visual foi a abertura, foi uma abertura impecável e que transmite muito mais do que todo o filme em si. 
   Eu digo que como crítica de cinema é um filme sensacional, mas falando como uma pessoa que vê cinema como entretenimento é realmente muito cansativo. 
   A parte visual e o sentimento que o diretor quis colocar sobre o filme é uma forma de arte muito bonita e se você leva cinema a sério vai realmente gostar dessa parte visual. 
   Eu tive todas essas emoções com esse filme e há um tempo atrás não conseguiria dizer se gostei ou não do filme, mas agora eu tenho essa opinião formada, eu vejo cinema como arte e não como entretenimento, então tudo o que eu senti escrevendo essa resenha também valeu para que eu repensasse o filme ainda sem precisar procurar nas profundezas do sentimento. 
   Eu refiz essa resenha muitas vezes e mesmo não conseguindo sentir o gosto, compreendi a alma colocada no filme.
   Eu considero mesmo como um grande filme e penso que vale muito a pena assistir novamente a Melancholia, não é possível descobrir o gosto indescritível que tem antes de pensar e repensar sobre ele e suas intenções.

3 de out. de 2012

Precisamos Falar Sobre Kevin (We Need To Talk About Kevin, 2011)

   We Need To Talk About Kevin estava há bastante tempo na minha lista. Eu nunca tratei dele como uma prioridade, eu pretendia assistir o filme sem compromisso e assim fiz. 
   Dirigido por Lynne Ramsay e roteirizado pela mesma, We Need To Talk About Kevin gira em torno de Eva e seus problemas familiares com o filho. Eva está tentando reconstruir sua vida na cidade, ela tem que aguentar o desprezo das pessoas por um fato que aconteceu há muito tempo atrás.
   A narrativa do filme é a básica de passado e futuro, essa narrativa pode confundir em muitos momentos, mas tudo se encaixa no tempo que deve se encaixar.
   Eu nunca tinha visto um filme dessa diretora, mas eu gostei do envolvimento dela com a trama uma vez que ela dirige e participa na produção do roteiro do filme. Os filmes dela são muito bem elogiados pelo público, eu pude ver a razão disso, ela manda bem na parte visual do filme que é uma coisa muito boa.
   We Need To Talk About Kevin é toda uma mistura de sentimentos, ele é um filme que te deixa perplexo, triste, revoltado e muito confuso.
   Precisamos Falar Sobre Kevin é um filme chocante, ele mostra muito bem o desprezo de uma mãe sobre um filho criminoso. A questão é que pode ser um dos motivos de Kevin, ele não tinha o amor da mãe, mas nunca sentiu remorso e nem tentou percorrer.
   Kevin é um rebelde sem causa. Eu acho que você vai odiar ele no mesmo tanto que eu odiei, ele não tinha razão para fazer as coisas que fez. Eu sei, todos nós temos um lado ruim, mas esse personagem foi assim o filme todo e nem quando ele é criança, não dá pra gostar dele e muito menos entender.
   Eu fiquei com muita dó da Eva, ela foi a que mais sofreu nisso tudo. Eu achei muito interessante esse filme por mostrar o lado dela, ela também sofreu muito pela atitude do filho, não bastava criar um menino mimado pela vida inteira, ela teve que sair culpada pelas coisas que o filho fez.
   As atuações são maravilhosas, valor ao roteiro que aproveitou muito bem de certas características e ainda mais da protagonista.
   Tilda Swinton é incrível, ela consegue demonstrar emoções de uma maneira tão sútil. Eu sofri junto com a personagem, ela retratava bem uma real mulher sofredora. 
   Eu gostei muito do filme, mas sempre tem seus poréns. Eu nunca li o livro e não sei se tem uma explicação mais detalhada, mas eu achei que o filme faltou isso. Kevin não poderia ter feito o que fez do nada, ele tinha que ter um motivo e mesmo que fosse o motivo mais fútil, eu aceitaria. Eu fico pensando se estragou a experiência, eu sei que ele teve sim o motivo, mas poderia ser um pouco mais óbvio, não são todos que compreendem as razões de Kevin. Eu mudo de ideia nessa parte, pois se ficasse mais detalhado poderia estragar o filme, não é uma coisa desvendada, você tem que desvendar.
   A fotografia e a montagem é ótima, eu adorei mesmo o trabalho dessa diretora, ela consegue montar todo um plano onde tudo é tão realista. 
   Precisamos Falar Sobre Kevin concorreu a Palma de Ouro de Melhor Direção em Cannes. Eu realmente acho justo. A Lynne Ramsay mandou muito bem com esse filme.
   Eu recomendo, mas tenho que dizer que não é um filme para todos. We Need To Talk About Kevin é o tipo de filme que você gosta ou não gosta, eu gostei e provavelmente a maioria vai gostar, pois é um grande filme.

1 de out. de 2012

A Outra História Americana (American History X, 1998)

   A primeira postagem do blog não pode ser sobre outro filme. A Outra História Americana foi o filme que me fez querer fazer um blog sobre cinema, eu posso dizer que fiz o blog apenas para falar sobre ele, não sendo meu favorito, mas muito importante na minha jornada cinéfila e moral.
   Eu precisava falar dele por vários motivos e o maior que a mensagem a atuação do Edward Norton. Eu sou suspeita a falar, pois ele é um dos melhores atualmente e um dos meus atores favoritos. Eu sabia que estava apaixonada pelo Ed, mas depois desse filme tinha caído a ficha.
   A Outra História Americana é um filme americano dirigido por Tony Kaye. Eu me sinto feliz pela ótima direção realizada e pensar que o diretor tem tão poucos filmes na filmografia. Tony teve um reconhecimento recente com o filme Desapego (Detachment, 2011). Eu realmente pretendo assistir em breve e comentar aqui no blog.
   A Outra História Americana é narrada pelo aparentemente problemático, Danny Vinyard. A sua real influência para sua atitude é o irmão neo-nazista. Danny é desafiado pelo seu professor a escrever sobre seu irmão após a saída da cadeia. Derek Vinyard não é mais o mesmo e certos acontecimentos vão sendo revelados através da convivência entre os irmãos no andamento da trama.
   A trama é centrada em um neo-nazista, mas não fala diretamente sobre o nazismo. O filme é muito bom de se acompanhar e mesmo contendo fatos, não se torna cansativo em nenhum momento.
   Eu tenho um palpite para o filme ter se tornado um filme considerado culto. A alternância entre ante-passado, passado e presente é sensacional. A criatividade é tamanha em unir quadros sem cor e quadros coloridos, eu só posso dizer que a mesclagem deu certo e conseguiu ser fabulosa.
   Os diálogos do filme também são ótimos, eles mostram bem a atitude passado e futuro de Derek e marcam esse amadurecimento do personagem.
   As atuações são o ponto mais alto do filme, eu digo com orgulho e com gosto que essa foi a melhor atuação do Norton. Eu tenho meu favoritismo especial, ele salvou vários filmes ruins, mas em um filme bom, ele sempre é brilhante e com certeza essa foi a maior superação.
  Edward Furlong também ganhou lá seus pontinhos na minha lista. Eu encaro ele como uma grande revelação da época, ele cumpriu o prometido em ser um adolescente problemático e conseguiu ser bom no papel.
   Os outros atores também foram importantes no filme, não falo de cada um individualmente para não sair do foco.
   American History X é mais umas dessas provas que eu estava precisando para constatar a injustiça do Óscar. Eu realmente não gosto dessa principal premiação, mas todo ano eu acompanho para ver a injustiça imposta. Eu nunca assisti A Vida É Bela, mas se eu percebo já escutei o nome desse filme em algum lugar. Eu acho que vocês me entenderam, certo? Os "críticos" do Óscar escolhem pelo nome e não pela qualidade do filme ou do ator. Eu me sinto injustiçada torcendo todo ano por alguém que merece e no final ganhar a pessoa que tem mais nome. Eu não estava viva no ano em que o Norton concorreu ao Óscar, mas se estivesse, estaria novamente decepcionada. Roberto Benigni pode ter sido bom em A Vida É Bela, eu não sei, eu não assisti. A realidade é que eles não ligam para a dificuldade de um certo papel. Eu não posso ver qualquer ator interpretando tão bem um homem no ante-passado, passado e presente como o Norton interpretou nesse filme. Eu realmente não acho justo, não é que eu gosto demais do Norton, mas esse papel não é mesmo qualquer ator que consegue fazer tão bem e eu disse, Derek foi um grande desafio para o Norton.
   Eu vou tentar parar de ser fã do ator e começar a falar das lições do filme. Eu realmente amo esse filme e seus valores. A Outra História Americana mostra que todos nós erramos, mas todos nós podemos mudar. A raça não define o caráter de uma pessoa e Derek tem essa lição em um bom momento e em um momento ruim, ele reconhece seu erro. Eu falando assim não parece ser uma grande coisa, mas assistindo o filme é uma sensação incrível de aprendizado, pensar e refletir sobre seus erros e sentir que nunca é tarde para mudar.
   Eu realmente amo esse filme e recomendo, ele é totalmente perfeito. Eu não entendo a razão do diretor não querer seu nome envolvido ao filme, American History X é genial, não vejo o motivo de ignorar um filme assim da carreira. Eu não ligo, não sei como deu tão certo com tantas complicações, mas o filme conseguiu ser genial e isso é o que importa.
   Eu não posso esquecer de citar que no filme A Ultima Noite (com o Norton) que tem uma boa referência ao filme. Eu vi o filme três vezes e só agora fui descobrir essa influência no IMDb. Eu também não posso deixar de citar a cena do espelho de A Ultima Noite que não é uma referência, mas é um bom desabafo que me lembrou American History X.
   Eu já recomendei e recomendo novamente. American History X é um ótimo drama, eu considero como indispensável para os cinéfilos, ele mostra uma realidade que os americanos querem esconder e toda a verdade sobre o racismo. Eu posso dizer que é um dos melhores filmes que eu já assisti.