24 de dez de 2012

Sem Limites (Limitless, 2011)

   Uma vez eu pedi uma indicação de um filme cheio de reviravoltas lá no Clube dos Cinéfilos no Facebook, algumas pessoas foram recomendando filmes e eu fui marcando. Eis que alguém me indicou o filme Sem Limites e agora eu estou aqui para falar sobre o que eu achei.
   Sem Limites traz Bradley Cooper no papel de Eddie Morra, um escritor fracassado que em um dia qualquer se encontra acidentalmente com seu ex-cunhado na rua e tem por ele oferecida uma pílula capaz de fazê-lo usar 100% do seu cérebro. Do cara fracassado com uma vida totalmente sem graça do dia para noite Eddie Morra torna-se um milionário capaz de triplicar uma quantidade enorme de dinheiro em apenas um dia. 
   O roteiro desse filme é sem dúvida inovador. Imaginem só se pudéssemos realmente usar 100% do nosso cérebro pensante? O ser-humano já é capaz de realizar coisas maravilhosas, mas com o cérebro completo todos nós seríamos gênios, capazes de enxergar algo apenas uma vez e memorizar para sempre. Mas claro que tudo tem um preço, Eddie, o personagem principal do filme começa a se viciar na pílula sem saber que tanto conhecimento pode matar.
   Primeiro eu tenho que destacar uma participação no filme, uma participação marcante, eu diria. Não acredito ainda como a equipe da maquiagem conseguiu transformar a bonequinha da Anna Friel em uma tia acabada com cara de drogada, ótima participação dela no filme, me fez ter saudades da época de Pushing Daisies.
   No elenco também temos a presença do Sr. Robert De Niro, coisa que não me deixou muito feliz. Não que eu não goste do De Niro, eu gosto, mas atualmente ele vem tendo atuações mecânicas, sendo capaz de ser ofuscado até por Bradley Cooper.
   Neil Burger, que ficou famoso por dirigir um filme que eu adoro, O Ilusionista, aplica um bom roteiro com boas técnicas de filmagem. A fotografia faz parte da originalidade do filme, em uma cena temos os tons frios em partes que o personagem não está drogado, os mesmos tons da vida sem graça e fracassada do personagem e em outra cena não tão distante podemos ver que as cores são bastante saturadas apontando o foco para os olhos do protagonista, esse efeito de cores e o efeito visão para as coisas além da visão normal do protagonista são aspectos que deram ao filme um efeito esperto e perspicaz.
   Eu gostei bastante do filme, mas o desfecho foi o que não me agradou. Não acho que tenha sido o desfecho correto para o filme, não foi tão esclarecedor e ao mesmo tempo foi um final previsível, confuso me fazendo até soltar a frase: "Mas já acabou?"
   Enfim, o filme é ótimo, tem mais qualidades do que defeitos, mas ainda faltou um pouco de empenho no final.

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