30 de jun de 2013

Agneepath (2012)

Título Original: Agneepath
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2012
País de Origem: Índia
Direção: Karan Malhotra
Sinopse: A família do menino Vijay Chauhan foi destruída pela ganância de Kancha Cheena. Após deixarem a aldeia de Mandwa, o garoto nunca mais esquece o que lhe foi feito. 15 anos depois, o já adulto Vijay planeja usar o poder do império do mafioso Rauf Lala para vingar sua família.
Remake de um filme de mesmo nome de 1990.

25 de mar de 2013

Dream Home (Wai Dor Lei Ah Yut Ho, 2010)

Título Original: Wai Dor Lei Ah Yut Ho
Gênero: Terror
Ano de Lançamento: 2010
País de Origem: Hong Kong
Direção: Ho Cheung Pang
Sinopse: Cheng (Josie Ho) trabalha em dois empregos com a esperança de ganhar dinheiro suficiente para comprar seu próprio apartamento com vista para o porto de Victoria.
Depois de muito tempo, Cheng consegue economizar o dinheiro para comprar a casa de seus sonhos, mas o mercado de ações faz com que os proprietários decidiam aumentar o preço e com isso Cheng entra em um frenesi assassino onde ela ataca as pessoas que vivem ou trabalham no cobiçado prédio.

13 de mar de 2013

Helter Skelter (2012)

Título Original: Helter Skelter
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2012
País de Origem: Japão
Direção: Mika Ninagawa
Sinopse: Baseado do mangá de Kyoko Okazaki, "Helter Skelter" conta a estória de Ririko, a mulher mais conhecida da indústria de entretenimento japonês por seu belo rosto e corpo perfeito. O que poucos sabem é que toda essa beleza vem de incontáveis cirurgias plásticas e de grandes doses de medicamentos. Quando a clínica de beleza que cuida dela fica sob investigação por tratamentos ilegais, a vida de Ririko começa a ruir completamente. Tendo que lidar com as emoções, a decadência, os relacionamentos e o seu corpo sendo destruído aos poucos, a sua vida entra em ruína.

24 de fev de 2013

Casa Vazia (Binjip, 2004)

   Primeiramente eu queria pedir desculpas pelo meu sumiço aqui no blog. Eu andei assistindo alguns filmes, mas não tive inspiração o suficiente para falar desses filmes até que hoje, eu estava passando lá pelo Clube dos Cinéfilos e vi a indicação desse filme. Eu já tinha ouvido falar dele em muitos lugares, mas só hoje tive ânimo para começar a assistir, depois de alguns comentários animadores. Então, eu assisti e agora estou aqui para comentar com vocês.
   Casa Vazia é um filme coreano dirigido pelo famoso diretor Kim Ki Duk. Esse diretor é conhecido pelas suas obras melancólicas e poéticas. Confesso que nunca tinha assistido nada do Ki Duk, pois eu estava me preparando emocionalmente para isso. Várias vezes eu abri o arquivo de Pietà no meu computador, mas eu sempre dava uma travada logo nos primeiros minutos. O filme realmente fez efeito, tanto que eu nem comecei direito. Eu decidi ver Casa Vazia hoje para ver se teria a mesma reação. Felizmente esse filme é ainda mais bonito do que melancólico, então eu fui seguindo em frente. O estilo Kim Ki Duk é bem característico. Eu percebi que as cores são bem apagadas, parece que os filmes dele não têm muitos diálogos também.
   O filme Casa Vazia gira em torno de um rapaz que vive vagando pelas casas vazias. Para identificar as casas que estão vazias, ele coloca alguns anúncios na porta de algumas casas e no dia seguinte ele volta ao mesmo lugar para ver se os anúncios ainda estão na porta. Depois, ele invade essas casas, ficando lá por dois ou três dias. Para compensar sua invasão, o homem concerta objetos quebrados e faz algumas tarefas domésticas. A sua vida passa sendo assim, até que um dia, ele invade uma casa que não estava realmente vazia. Nessa casa ele conhece essa mulher, uma mulher que sofre agressões por parte do marido e que está cansada da vida que leva. Presenciando a chegada do marido da moça em casa, ele interfere e ela passa a ir com ele para todos os lugares, invadindo casas também.
   A estória do filme em si já é interessantíssima. Outra coisa que deixa o filme ainda mais intrigante é essa falta de diálogos entre os personagens principais. Para todo esse silêncio existe uma razão e a razão pode ser vista pelo olhar. Casa Vazia é um filme de olhares, um filme onde um olhar pode transmitir mais do que mil palavras. 
   No início o filme parece ser realmente melancólico, a gente pensa que só vai ficar nisso, mas é surpreendente como o filme muda de forma a cada ato. O rumo que o filme toma por mais que seja previsível, consegue ser surpreendente. O roteiro de Casa Vazia é uma verdadeira preciosidade cinematográfica. O filme é de uma trama tão original que realmente prende o espectador à tela. Eu, que tenho vício em pausar sempre o filme na metade, não pausei esse filme nem mesmo uma vez, pois ele realmente conseguiu me prender. A minha curiosidade sobre o filme aumentava cada vez mais e o clima manteve o mesmo até o final. 
   Algo que ajudou muito para o suspense foi a trilha sonora. As músicas instrumentais foram de um papel importantíssimo para atingir aflição. E, a única música cantada, Gafsa da cantora belga Natacha Atlas, foi crucial para passar a sensação de liberdade, uma emoção única, para que sentíssemos tudo o que os personagens principais estavam passando naquele momento.
   O roteiro incrível desse filme foi escrito em apenas um mês, o filme foi filmado em 16 dias e editado em apenas 10 dias. O filme é realmente muito simples visualmente, mas ele esconde diversas mensagens, mostradas através de maravilhosas cenas muito bem dirigidas e editadas.
   Eu já falei da fotografia lá em cima, mas vou complementar meu comentário. A fotografia é linda, o filme tem cores bem apagadas, mas não cores frias, são cores quentes, como um amarelo esverdeado muito bonito. Eu destaco a cena em que os personagens estão em frente a um rio. A paisagem belíssima se mixou muito bem com as cores do filme. Não houve um contraste de uma tonalidade ou de outra, o amarelo esverdeado tomou conta da tela de uma maneira belíssima.
   Eu ainda estou perplexa sobre as atuações. A atriz  Lee Seung Yeon transmitiu tudo o que a personagem deveria sentir. Já o ator principal, Jae Hee, me mostrou ser muito eficiente com seus olhares, mas parece que ele deveu um pouco nas expressões. O ator era novinho na época, eu ainda estou pensando se o que eu senti a respeito dele foi culpa do personagem ou da experiência que ele tinha na época. O que vocês acham? 
   Nem sei mais o que falar sobre esse filme. Se você ainda não assistiu ainda, assista, pois é um filme realmente maravilhoso. O filme pode ser assistido online no blog Toca dos Cinéfilos.


Nota de 0,5 a 5,0:

24 de jan de 2013

Além da Liberdade (The Lady, 2011)

   No final do ano passado aconteceu um amigo secreto lá no Clube dos Cinéfilos no Facebook onde o presente que trocaríamos seriam indicações de filmes. Eu acabei indicando um filme para quem me tirou e a pessoa que me tirou me indicou o filme The Lady.
   The Lady ou no Brasil chamado de Além da Liberdade é um filme de origem francesa que conta a história verídica de Aung San Suu Kyi, filha do general Aung San. O filme se passa na Birmânia em meio de uma revolução sem fim pela liberdade.
   Aung San Suu Kyi anos após a morte de seu pais está casada com um inglês com o qual teve três filhos. Suu morou essa parte de sua vida na Inglaterra  mas com sua mãe doente na Birmânia foi obrigada pela situação à voltar ao seu país de origem. Na Birmânia, Suu Kyi enfrenta um tempo de violência e com isso decide ficar no país para começar uma verdadeira revolução.
   O filme, como eu já disse, é baseado em uma história real e essa característica fez esse filme ser pisado pela crítica. Eu como crítica de cinema me recuso totalmente a avaliar a parte de adaptação. E ainda mais com esse filme, pois a Birmânia é um país que eu nem desconfiava que existia. É impossível falar sobre uma coisa que eu não sei e mesmo que eu saiba não vou julgar isso no filme, porque se eu quisesse realidade não assistiria um filme biográfico e sim uma biografia em filme, com uma série de depoimentos e imagens reais. Além Da Liberdade mostra a visão do diretor e nessa crítica vou julgar tudo o que vi, não comparando com o que eu sei ou o que eu não sei. 
   Primeiro de tudo quero destacar dois pontos admiráveis do filme: A fotografia e as atuações. The Lady é um filme dirigido pelo diretor Luc Besson, o mesmo que dirigiu o tão mágico As Múmias do Faraó, que infelizmente até hoje não consegui terminar. Enfim, Besson pelo que pude ver se preocupa muito com a tonalidade de seus filmes. A fotografia de The Lady é espetacular, o filme conta com tons de liberdade, como o amarelo e o verde em um tempo de ditadura. As cores do filme sugerem esperança para quem assiste e sente o filme.
   A escolha de Michelle Yeoh para o papel principal foi certa. Não tem como ser melhor. Michelle está excepcional no filme, além de se parecer com a própria Suu Kyi ela também nos passa uma emoção única. O mesmo digo para David Thewlis, que eu nunca consigo reconhecer, mas que sempre deixa aquela marquinha para sempre dizer: "Eu conheço esse ator de algum lugar". 
   A trilha sonora também é impecável e muito bem empregada no filme. 
   É agora que chegamos finalmente na parte crucial do roteiro e talvez da minha crítica: O roteiro. A história desse filme foca mais no relacionamento entre Suu e seu marido Michael Aris. A história de amor deles é bela e comovente, mas aí é quando podemos encontrar um problema. O filme mostra Suu e Michael já casados no futuro, infelizmente não mostra o começo dessa história, como eles se conheceram, quando decidiram morar juntos, terem filhos e outras coisas. A jornada de Suu também não é mostrada. Mas como eu disse é a visão do diretor. Se eu fosse diretora e roteirista do filme eu colocaria essa jornada da personagem, mostraria também o desenvolvimento desse amor dela pela sua pátria e seu desejo pela revolução. Além da adaptação da história eu também acho que o corte de tempo incomodou bastante os críticos. Eu também me incomodei, confesso. O filme mostrou realmente mais essa visão pessoal da roteirista do que a visão da própria Suu Kyi sobre os fatos, não tendo mostrado então as suas motivações políticas.
   Além da Liberdade ainda sim é um filme digno de ser visto. Eu confesso que chorei bastante principalmente no final. Atualmente eu estou apontando cenas que gostei nas minhas críticas, infelizmente não achei vídeos de The Lady, mas a minha cena favorita do filme foi com certeza a cena que Suu Syi passa entre uma fila de policiais armados e enfrenta com um olhar o chefe de missão deles. É a mesma cena da imagem do início da crítica.
   Enfim, eu recomendo o filme para quem gosta de filmes históricos. E por mais que os críticos tenham odiado a parte histórica do filme acho ótimo assistir, pois assim cria um interesse maior pelo assunto. Eu mesma que amei o filme já estou pesquisando a história dessa grande e inspiradora vencedora que é a Aung San Suu Kyi.
   The Lady pode ser baixado com uma excelente qualidade no site O Melhor da Telona com uma excelente qualidade de imagem.

Nota de 1,0 a 5,0 para The Lady:

19 de jan de 2013

Faça A Coisa Certa (Do The Right Thing, 1989)

   Uau! Eu acabei de assistir a este filme e ainda estou digerindo toda essa dose crítica e social que Spike Lee colocou sobre ele.
   Faça A Coisa Certa ou como eu gosto de chamar pelo título original, Do The Right Thing é um filme dirigido e estrelado pelo tio Spike Lee, diretor de filmes como A Última Noite e Malcom X.
   Spike pessoalmente é um diretor que me agrada muito, pois usa de temas políticos e sociais de uma maneira muito sútil ou até escrachada da coisa para que todos possam realmente enxergar.
   Faça A Coisa Certa se passa nos 80's em um bairro feliz no Brooklyn, o Bedford Stuyvesant, onde pessoas de diversas raças e cores convivem diariamente. A maioria da população do bairro é negra e isso faz que surjam dilemas e desentendimento entre alguns moradores.
   De um lado da moeda conhecemos o jovem entregador de pizza, Mookie interpretado pelo próprio Spike Lee. Mookie inicialmente é o mocinho da estória, um dos únicos negros do bairro que tem um emprego decente.
   Do outro lado está Sal, o chefe durão de Moonkie. Sal tem esse jeito durão, mas no fundo é um homem de coração nobre. A estória realmente começa quando ele tem uma desavença com Buggin, um cliente negro que reclama do mural da fama da pizzaria de Sal.
   "Você não vai colocar nossos irmão na parede?" e a resposta "Eu não vou colocar seus irmãos na parede, porque eu sou o chefe. Quando você tiver uma pizzaria vai poder colocar seu pai, sua mãe, sua tia, sua prima, seu irmão, seu padrasto ou quem você quiser." começaram uma confusão daquelas. Mas por dentro desse estopim simples havia algo muito maior para se começar uma grande guerra, o preconceito. É incrível perceber a maneira que duas pessoas ou menos podem influenciar um povoado inteiro a entrar em guerra. A realidade desse filme é que a maioria dos moradores se ofende usando de termos racistas, mas por dentro eles se amam como uma comunidade ou talvez não bem assim.
   Começando pelo início: Faça A Coisa Certa é um filme realista e atemporal. Não importa o tempo, o filme mostra pessoas que vemos na rua, pessoas próximas a nós, pessoas que conhecemos, humanos. A personalidade humana é clara, o momento em que gratidão passa a ser ingratidão e esperança passa a ser nada. O filme nos apresenta sentimentos humanos comuns, sentimentos do ponto de vista de cada raça e mostra também a maneira que esses sentimentos mudam conforme as atitudes. Do The Right Thing é um filme surpreendente, a atitude errada da pessoa que você menos espera pode surgir a qualquer momento, a pessoa que nasceu para te proteger desprotege e o racismo ainda prevalece. A violência, mesmo que verbal, se espalha por todos os cantos e é necessário apenas de uma ofensa de uma pessoa contra a outra para que todas as outras se ofendam entre si. Para falar desse filme eu faço questão até de postar vídeos com as cenas, pois são tantas memoráveis. A cena abaixo foi uma das minhas favoritas, ela mostra bem isso o que eu acabei de dizer, o começo da violência e do racismo. O vídeo está em inglês, mas se você souber pelo menos um pouco já dá para entender.

   Falando especialmente dessa cena eu queria ressaltar a filmagem. No filme A Última Noite tem uma cena do personagem principal, interpretado por nada mais nada menos que um dos meus atores favoritos, Edward Norton, xingando Deus e o mundo para o espelho, mas aos olhos da câmera ele olha para a gente. Nessa cena especial de Faça A Coisa Certa acontece a mesma coisa, os personagens se xingam, mas aos olhos da câmera eles também estão falando para nós. As ofensas também são muito parecidas com as usadas em A Última Noite. Eu não só notei nessa cena, mas na maioria das cenas do filme que o foco está nos personagens, como se eles estivessem falando para nós. Como todos os diretores têm suas marcas e como eu gosto de definir para divergir um diretor de outro percebi que essa filmagem é bem própria de Spike Lee. Eu pessoalmente adoro esse foco nos personagens, parece que gera uma proximidade nossa com o filme. Digo, não parece, gera sim uma proximidade maior, pelo menos para mim esse foco me fez ficar ligada na expressão dos atores e nos diálogos mais do que qualquer filme filmado com a maioria das cenas em plano aberto. Enfim, falando ainda dessa cena, é sensacional o Salmuel L. Jackson dando um stop na parada dizendo para todo mundo esfriar a cabeça.
   A fotografia do filme é maravilhosa. Os tons amarelados saturados destacam o calor do tempo, mas também destacam a situação realmente quente do momento. A filmagem também é massa. Eu já disse e digo de novo: Eu adoro essa filmagem própria do Spike, é uma filmagem que nos deixa mais próximos aos personagens e as situações. É difícil dizer qual foi minha cena favorita, mas se fosse para escolher algumas seriam as cenas do Radio Raheem. As cenas do personagem foram muito bem orquestradas, dirigidas, roteirizadas, algumas dessas cenas até davam uma pista do que seria o final.

   Uma cena que pode até não ter sido tão importante, mas foi de longe a mais engraçada. O filme não tem muitas cenas engraçadas, mas quando tem é um humor minimalista e inteligente envolvendo todos os temas do filme.

   Prestem bem atenção na cena acima, é uma das melhores cenas do filme. A cena tem um contexto geral envolvido, não posso dizer muita coisa. Enfim, a filmagem dessa cena, a edição foi tão visualmente bem-feita, bem dirigida, eu não tenho palavras mesmo para dizer, eu subestimei Spike Lee.
   Uma verdadeira guerra pode começar por causa de pequenas atitudes. Cada uma das cenas que são mostradas na tela são importantes para o desenvolvimento do filme até o final. O final do filme é marcante, imprevisível. É um final incrível, não sei defini-lo como feliz ou infeliz. No final, Do The Right Thing é um filme para se refletir de todas as maneiras. Não começar uma guerra na violência para que as outras pessoas também não comecem outras guerras, exigir seus direitos de uma maneira racional e pensar bem sempre que for dizer alguma coisa para alguém, saber das consequências de seus atos.
   A música tema também é para se aplaudir de pé. Fight The Power do Public Enemy é mesmo para começar um filme com o pé direito. Eu só tenho um adjetivo para essa música: Massa.
   Eu poderia passar o dia aqui dizendo o quanto o filme é maravilhoso. Mas é impossível dizer o quanto é maravilhoso, nenhuma palavra pode dizer o quanto eu gostei do filme. Do The Right Thing já entrou para minha lista de favoritos. Se você ainda não assistiu eu aconselho a colocar na lista de prioridades, pois esse filme é o filme.
   Desculpem pelo tamanho da resenha, eu acho que me empolguei. Eu falei muito e nem falei sobre uma das cenas que eu mais gostei do filme. Bem, excluíram o vídeo do Youtube, não deu pra postar, infelizmente. A cena em que o Radio vai à pizzaria do Sal também é sensacional. A filmagem dessa cena também foi um marco dentro do filme. Eu ainda estou apaixonada por esse filme, não sei se vou ter moral para assistir outro hoje, mas se eu tiver de noite vai ter crítica nova no blog, fiquem ligados!

Nota de 1,0 a 5,0 para Faça A Coisa Certa:

16 de jan de 2013

Lady Snowblood de Toshiya Fujita & Kill Bill Vol. 1 e Kill Bill Vol. 2 de Quentin Tarantino


   Segunda postagem composta do blog e ao mesmo tema vingança que nossa primeira postagem composta, Trilogia Vingança de Chan Wook Park. Sim, eu sou apaixonada por filmes sobre vingança, confesso. Mas hoje não estamos aqui para falar da vingança de Chan Wook Park e sim da vingança de Quentin Tarantino e sua noiva assassina samurai e Toshiya Fujita com sua criança do submundo.

Lady Snowblood de Toshiya Fujita
   Antes de falar dessa obra de Tarantino eu preciso começar falando do filme Lady Snowblood do diretor Toshiya Fujita, que foi uma das maiores inspirações para a realização do filme Kill Bill.
   Lady Snowblood é um filme japonês baseado em um mangá chamado Shurayukihime. O filme conta a estória de Yuki, uma mulher que procura vingança pela morte de sua mãe. 
   Eu assisti a esse filme ontem à noite e ontem à noite eu ainda não tinha assistido Kill Bill propositalmente. Eu estava com medo de que Kill Bill influenciasse a minha opinião sobre Lady Snowblood. 
   Lady Snowblood foi um filme que no início me deu sono, mas não porque era um filme chato, eu que estava com sono e os primeiros dez minutos do filme só pioraram esse sono. Se você ultrapassar os primeiros dez minutos o restante do filme corre até os últimos dez minutos de filme, que também dão sono, confesso. 
   Yuki é uma mulher sanguinária. Eu realmente amei os olhares dramáticos da atriz Meiko Kaji. 
   A estória do filme é excelente, por mais que o ritmo do desenvolvimento do filme não tenha me agradado eu gostei muito da estória. Além da boa jornada, o final do filme também foi maravilhoso, para mim foi o ápice da perfeição, valeu pelo filme inteiro!
   Eu não gosto dos filmes antigos por causa da falta de tecnologia. Lady Snowblood é um filme bem a frente de sua época, mas em recursos fica para trás. Eu falo sobre o sangue artificial e sobre a filmagem mal-feita. O sangue é uma verdadeira desgraça e a filmagem do filme muitas vezes desliza no pé, mas se for para levar a época em consideração não parece ser de tanta importância. No final do filme o escuro disfarça muito bem a mediocridade da produção e consegue ser perfeito. 
   O plano de zoom do filme é uma das únicas coisas em que a filmagem não vacilou. Eu amei esses planos na expressão vingativa da Yuki. A expressão de Yuki é a personificação da vingança em uma pessoa, assustadoramente profunda. 
   A trilha sonora obviamente não poderia ser deixada para trás. A trilha é tão boa que foi até reutilizada em Kill Bill. A música final cantada pela própria Meiko Kaji é exemplo disso.
   A questão sentimental é grande sobre esse filme, Lady Snowblood não é um filme para chorar baldes, mas é um filme que coloca sobre a trama um sentido belamente poético.
   Eu só fiz um pequeno resuminho do que eu achei de Lady Snowblood para começarmos a falar e comparar com seu sucessor ou se posso dizer spin-off.


Nota de 1,0 a 5,0 para Lady Snowblood:

Kill Bill Vol. 1 (2003)
   Kill Bill é um filme que tem a mesma temática de Lady Snowblood, mas que diferencia na estória. Dessa vez a diva vingativa é uma noiva assassina. Mamba Negra, como era chamada na organização assassina da qual fazia parte está prestes a se casar, mas seu casamento é impedido por sua antiga gangue liderada por um homem oculto chamado Bill. A trupe assassina invade o casamento de Mamba Negra matando o noivo e todos os convidados. A Noiva também destinada a morrer felizmente ou não para os assassinos, sobrevive ao massacre acordando quatro anos após o coma para buscar vingança.
   A primeira e notável diferença que eu pude notar entre Lady Snowblood e Kill Bill, além da estória foi a personalidade das protagonistas. Enquanto o olhar de Yuki inspirava vingança, A Noiva já era uma personagem mais tranquila. Eu achei um pouco estranho, Yuki se vingou tão amargamente por atos cometidos contra pessoas que ela nem conhecia. A Noiva teve atos cometidos conta ela mesma e da mesma maneira ela não pareceu inspirar toda essa vingança.
   Kill Bill do Tarantino é o conto moderno da vingança. Kill Bill é um filme ainda mais eletrizante do que Lady Snowblood, ele me prendeu desde o início e em nenhum momento me deixou entendiada muito menos com sono. Os diálogos são mais rápidos e as lutas também são muito mais racionarias do que na inspiração.
   Tarantino também com esse meio sanguinário envolve alguns quadros inocentemente tarantinescos de animação. Nos quadros é possível ver que a nossa Lady Snowblood não é realmente A Noiva, mas sim O-Ren Ishii, personagem da maravilhosa Lucy Liu. As cenas de animação são marcantes, cenas que nos fazem pensar em uma animação só do Tarantino, pois são cenas maravilhosas! E por essas cenas faço um pedido que ele não vai ler, mas espero que transmita isso por telepatia: Tarantino, por favor, vá logo embarcar na indústria da animação!
   A trilha sonora de Kill Bill é bem variada e interessante. As músicas são no máximo muito animadas e algumas dessas músicas até remetem ao estilo atual do Tarantino com Django, o western. A música do final do filme, The Flower Of Carnage da nossa querida e sanguinária Yuki, como eu disse anteriormente foi reaproveitada de Lady Snowblood em Kill Bill dando origem a uma cena final também maravilhosa.
   A ordem cronológica ou anti-ordem também me agradou muito nesse filme. Eu me incomodei muito com a ordem cronológica de Cães de Aluguel, mas acabei gostando em Bastardos Inglórios e gostei também em Kill Bill, não foi uma ordem confusa e ainda pareceu que manteve aquele aspecto original.
   Tarantino em sua direção não manteve o plano de zoom. A Noiva é uma ótima personagem, mas como eu já disse ela não tem a expressão vingativa de Yuki e como faltou essa expressão, parece que o Tarantino não tinha muito o que focar, então ele fez apenas focos sutis no rosto da diva Uma Thurman. Focos muito bonitos, eu diria. Mas mesmo assim ainda prefiro um técnica de foco mais exagerada. 
   Kill Bill para mim foi um filme excelente, mas claro que como eu sou metódica e gosto de colocar defeito em tudo tenho que apontar duas cenas que não gostei. O sangue de Kill Bill é ainda mais realista do que Lady Snowblood, mas não significa que em algumas partes o sangue não tenha ficado com um aspecto falsário. Tarantino exagera muito em algumas cenas de violência, coisa que faz o filme tomar uma proporção forçada em algumas partes. Eu até citaria essas cenas, mas seria spoiler, então é melhor deixar que cada um tire suas próprias conclusões.
   Apesar do único defeito que encontrei o filme não perde de maneira alguma a qualidade de ser o filme. Kill Bill é um filme tão charmoso, divertido, massa e todos os adjetivos de cool possíveis. A classe desse filme é incomparável. As lutas finais contra Go Go, Os 88 Malucos e O-Ren foram incríveis, eletrizantes, maravilhosas! 
   A cena final foi bastante semelhança a Lady Snowblood, o molde da cena da neve foi perfeito e não dando um spoiler, mas dando um spoiler, couros cabeludos sendo cortados nos filmes do Tarantino são incrivelmente legais, eu chamaria de very cool entrando no meu modo hipster.
   Kill Bill é um prato cheio para aqueles que gostam de vingança, sangue, matança e ao mesmo tempo com uma dose boa de diversão dramática.

Nota de 1,0 a 5,0 para Kill Bill Vol. 1:

Kill Bill Vol. 2 (2004)
   A continuação do filme Kill Bill começa com uma cena da personagem de Uma falando para nós olhando para a câmera. Quando um personagem informa sua missão exclusivamente para os telespectadores é muito legal, pois é possível sentir uma aproximação com a jornada vingativa da personagem. Eu senti uma proximidade maior com esse segundo filme, nele finalmente podemos conhecer a protagonista e seu nome. Bill também é revelado no segundo filme e sem nenhum mistério podemos nos encarar brevemente com o falecido ator e tão assustador David Carradine.
   Kill Bill Vol. 2 começa bem antes do primeiro filme já no momento anterior ao massacre do ensaio de casamento ocorrido em uma capela no Texas.
   O segundo filme da talvez trilogia assume uma proporção um pouco mais western do que oriental, diferente do que foi no primeiro filme.
   Eu gostei muito do que se rendeu esse segundo filme, pois ele mostra A Noiva bem antes de toda a coisa do casamento. Esse filme tem um roteiro maravilhoso, ele mostra tudo o que a maioria dos roteiristas não se importam em mostrar, como o treinamento da personagem principal, a jornada dela.
   Ao invés de prolongar essa crítica vou confessar que minha opinião não mudou muito do primeiro para o segundo filme. A coisa que eu não gostei no primeiro filme, no caso o exagero, foi corrigido nesse segundo filme, mas ao mesmo tempo foi substituído por outro defeito que consegui encontrar. Kill Bill Vol. 2 não é tão eletrizante como o primeiro filme. Esse eu confesso que me deu um pouco de sono. Algumas cenas foram longas demais e desnecessárias demais, principalmente algumas cenas do momento mais crucial do filme, o final. Vale também dizer que o segundo filme não é tão charmoso como o primeiro, mas que também tem um pouquinho de charme nas lutas nostálgicas, lutas que dão vontade de assistir ao primeiro filme de novo.
   Gostei do encontro de Bill com A Noiva, achei bastante coerente. Enrolou um pouco sim, mas foi básico.
   Kill Bill Vol. 2 me agradou tanto quanto o primeiro ou até um pouco menos que o primeiro, mas é um filme que também vale a pena. Se para entender o primeiro é necessário o segundo, o segundo é um complementar.


Nota de 1,0 a 5,0 para Kill Bill Vol. 2:

11 de jan de 2013

Alta Tensão (Haute Tension, 2003)

   Dos tempos para cá o cinema francês tem se tornado referência no mundo. Um dos gêneros nos quais o cinema francês interferiu bastante foi o terror. Além de interferir positivamente no gênero em si a França também interferiu no modo das pessoas assistirem terror.
   Alta Tensão é mais um desses filmes que ultrapassa um pouco o legal de terror. O que eu considero como um terror legal? Um terror cheio de sangue. Mas é claro que só isso não basta para ser um terror legal. O terror pra mim é considerado legal quando sangue é ser sangue, realista e as mortes também precisam ser da mesma maneira para que o filme ganhe o título de filme de terror decente. A partir desse ponto é quase caminho andado para o filme se tornar supremo, mas o que mais é preciso para se tornar um filme supremo? O filme supremo para mim existe em qualquer gênero, eu chamo de supremo porque quando o filme é supremo é um filme realmente muito bom. O filme de terror supremo precisa ter além de muito sangue ser um filme bem-feito e claro que o principal de um filme supremo é ter um roteiro bem desenvolvido e uma estória bem amarrada. Alta Tensão é um filme que não é apenas legal, mas também não chega ao nível de ser supremo, eu vou falar a razão no restante da resenha.
   Alta Tensão tem um enredo já conhecido pelos adeptos do gênero terror. O filme fala sobre uma garota que vai conhecer a casa de uma amiga e no primeiro dia da sua estadia na casa chega um homem já querendo matar todo mundo.
   Um monte de gente que eu conheço já havia dito que o filme era surpreendente. Eu sou chata com coisas surpreendentes, pois quando falam que é surpreendente eu começo a criar teorias e acabo adivinhando o filme. Alta Tensão não foi nada que se diga surpreendente, eu já tinha criado essa teoria para o final e fiquei frustrada quando soube que minha teoria estava certa. Mas o filme ainda ganhou pontos comigo por causa da estória. O pessoal lá no Filmow ficou reclamando pelo filme não ter estória, mas eu vi ao contrário do que eles viram, o filme tem uma estória sim!
   Lembram-se da resenha de Rumah Darah? Eu vou até comparar Alta Tensão com Macabro, porque eu achei sim ambos parecidos. Mas a diferença é que se alguém pegar Rumah Darah e depois Alta Tensão vai perceber o que é não ter estória.
   Psicopatia sempre é um bom tema a ser tratado nos filmes de terror. Alta Tensão não foi um filme supremo justamente pelo desenvolvimento da estória. Os personagens principalmente, não foram bem desenvolvidos o bastante para que eu classificasse o filme como realmente muito bom. A explicação para aquele acontecimento foi realmente bem bolado pelo roteirista, mas e o resto? Eu esperava saber da onde aquela atitude se originou, coisa que infelizmente não aconteceu.
   O filme em si chega a ser mais do que legal por causa da estória e do fechamento, mas ainda sim, como eu disse, faltou muita coisa para ser um filme completo. Eu recomendo o filme apesar desse pequeno deslize, Alta Tensão é um filme de terror acima da média do que estamos acostumados a ver atualmente. O gore é muito bem-feito, as atuações são boas, o filme tem uma estória interessante e a tensão é uma coisa que prevalece do início ao fim do filme. Eu destaco também a cena da serra elétrica, não posso dar mais detalhes, mas por essa cena vale o filme. 

Nota de 1,0 a 5,0 para Alta Tensão:

9 de jan de 2013

The Man With The Iron Fists (2012)

A capa é melhor do que o filme.
   Lembram-se da postagem My TOP 10: Futuros e lançamentos que eu estou louca para assistir? Então vocês também se lembram de The Man With The Iron Fists. 
   Eu disse que queria assistir esse filme por causa da mistureba danada e por causa das lutas chinesas. Assisti e realmente é uma mistureba danada com lutas chinesas, oba!
   O diretor desse filme é o rapper RZA, integrante do grupo Wu-Tang Clan. Por mais que eu seja uma admiradora do rap confesso que nunca ouvi Wu-Tang Clan, mas pelo nome do grupo já tinha essa ideia sobre o que o filme chegaria a ser. Além de diretor do filme, RZA também atua, infelizmente muito mal, no papel principal.
   O filme fala sobre um ferreiro na china feudal e sobre a batalha entre os clãs. 
   Eu vou direto ao assunto: O filme. A maioria odiou o filme, com tantas críticas negativas eu realmente achei que fosse ser pior, mas até que não foi totalmente ruim. Como eu já disse anteriormente, eu adoro rap e a cultura asiática e esse foi um motivo geral para criar um conceito sobre o filme. 
   A trilha sonora é massa, como rap e cultura oriental são duas coisas diferentes a trilha deveria ter sido mais bem calculada para que houvesse um equilíbrio total, mas infelizmente não teve e oque era massa se tornou apenas meio massa.
   A construção do cenário é sim maravilhosa, massa, mas infelizmente também não combinou com o figurino. O cenário é de uma dinastia chinesa e o figurino é de outra dinastia. A concordância é zero, mas o cenário ainda é maravilhoso. 
   Algumas atuações foram boas outras foram realmente descartáveis, mas vale a pena citar. 
   Byron Mann obviamente se divertiu no papel de Leão de Prata, eu gostei demais. O mesmo digo para Russell Crowe que aparentemente não estava nem aí para o filme. E  Lucy Liu como sempre também estava maravilhosa dando vida a Madame Blossom. I love it!
    Do lado ruim da coisa temos o diretor do filme, RZA. O cara é terrível como ator, péssimo de todas as maneiras, pior do que a Kristen Stewart, mas só pra contrariar ele é um bom narrador. Eu gostei muito da narração do filme, confesso.
   Se for para falar de mais pontos negativos que aponto no filme um deles seria o sangue. Eu realmente odeio sangue muito artificial. O filme é estranho, acontece que em algumas partes o sangue é realista e em outras parece tinta guache. Eu posso até perdoar a falha, esse é o primeiro filme do RZA, espero que ele preste mais atenção na próxima vez. 
   Só eu que achei os efeitos especiais ruins? Principalmente na parte em que o homem de ouro se transforma dá pra notar os péssimos gráficos. E quando o RZA corta a cabeça do carinha lá? What the fuck?
   Enfim, apesar dos péssimos efeitos especiais, de algumas lutas surreais e da atuação maravilhosa do RZA o filme não foi tão ruim. A estória é legal e o filme é curto, felizmente não tem muita enrolação.
   Para alguns que assistiram foi ruim, mas acho que vendo pela percepção dos atores, ruim ou não, se me chamassem para um filme desses eu aceitaria na hora, pois quem é que não gostaria de voar com lâminas cortando cabeças enquanto o sangue jorra? Não há nenhum diálogo batido depois do massacre que supere essa sensação.
   Por mim eu recomendo o filme, por mais que tenham seus pontos negativos é um bom entretenimento.

6 de jan de 2013

Guzaarish - O Pedido (Guzaarish, 2010)

"A vida é muito curta, meus amigos. Mas longa o suficiente se vivida de todo o coração. Então vá e quebre as regras, esqueça a pressa, ame de verdade e nunca se arrependa de algo que o fez sorrir."
(Ethan, Guzaarish - O Pedido)

   Confesso que não sou de chorar em filmes, mas nesse foi inevitável. E como eu poderia não chorar? A estória é emocionante e o filme é perfeito. Sim, eu estou falando sobre o filme indiano Guzaarish - O Pedido, quinto filme da maratona 365 Dias e 365 Filmes.
   Eu fico cada vez mais apaixonada pelo cinema indiano, quanto mais eu assisto mais quero mais. Acho que minha paixão pelo cinema indiano só aumentou do ano anterior para esse ano, antes eu apenas gostava, mas hoje eu posso dizes que viciei, completamente! 
   Indo direto ao ponto: Guzaarish conta a estória de um homem tetraplégico, que em um momento da vida de repente decide recorrer à eutanásia. A eutanásia para quem não sabe não é permitida, então o Ethan precisa recorrer a diversas batalhas judiciais para que seu pedido seja atendido.
   Considero a eutanásia como um tema polêmico, não tão polêmico quanto outros temas, mas é um tema difícil de lidar, já que em um caso de pedido de eutanásia as pessoas e principalmente a família de quem faz esse pedido segue relutantemente. Esse não foi o caso de Ethan, é claro que tiveram personagens que demoraram a aceitar essa partida, como a enfermeira, Sofia. 
   Sofia é devotada a Ethan, ela larga seu marido, sua família e todo o resto só para passar esses momentos difíceis com ele. A prova de amor que Sofia prestou a ele foi uma das mais verdadeiras que uma vez poderia ter existido. O amor deles foi tão verdadeiro e tão emocionante, por mais que houvesse sofrimento nesse filme eu me senti viva, como se estivesse voando, eu acho que essa foi mais ou menos a sensação provocada pelo filme.
   A estória em si já é uma coisa tocante, Ethan aparentemente é um cara alegre, mas por dentro de toda alegria existe aquele sufocamento, como se eles sofresse e ninguém prestasse atenção. Bem, Sophia presta atenção, mas ela é a primeira a odiar a ideia da eutanásia, tipo: "Eu larguei toda minha vida por esse homem e agora ele quer morrer?" 
   Mas o filme não fala só sobre o projeto eutanásia, que Ethan criou para as pessoas votarem tentando convencer o juiz. Guzaarish também mostra algumas cenas de Ethan no passado, eu achei muito interessante aquela coisa do ilusionismo e até a forma que o "acidente" dele aconteceu. As partes da rádio também me comoveram demais, achei lindo ver velhos conhecidos de Ethan pedindo desculpas e até dizendo não ao tal projeto eutanásia. 
   A fotografia é linda. Eu adoro cores frias e com certeza adorei as cores desse filme, não tem como ter dores de cabeça, pois são cores tão belas e delicadas, maravilhoso!
   As atuações são maravilhosas, Hrithik Roshan deu um show, eu nem me lembrava que já tinha visto ele em outro filme, pois ele está realmente irreconhecível no personagem. A Aishwarya Rai também está ótima no filme no papel de Sofia, eu acho que é impossível não se apaixonar, tanto pela atriz como pela personagem. O amor de Sofia por Ethan foi realmente belíssimo. Hrithik Roshan e Aishwarya Rai trabalharam juntos em mais dois filmes, Jodhaa Akbar e Dhoom 2, filmes que eu vou procurar assistir recentemente já que amei a química entre esses atores. 
   Guzaarish é perfeito, eu realmente não sei como falar sobre todas essas sensações que eu tive com esse filme, eu cheguei até a chorar, coisa que nunca acontece.  
   Guzaarish em poucas palavras para mim foi um filme triste, mas nunca deixando de lado o encanto e beleza. E mesmo que morrer possa parecer algo ruim, pode ser uma vez uma sensação de liberdade. Guzaarish - O Pedido nos ensina que a vida é para ser vivida a cada momento sem ressentimentos de ser feliz. A última cena é linda, Ethan aproveita sua vida até o ultimo segundo e isso é realmente uma lição. 
   Guzaarish - O Pedido pode ser encontrado legendado no site Filmes da Índia, lá também tem vários filmes indianos legais para baixar.
   Eu espero que gostem de Guzaarish, não pense em assistir, assista sem pensar, porque esse filme é realmente maravilhoso!
   Gostaram da resenha? Então eu peço que comentem, não sejam fantasmas. Au revoir!

2 de jan de 2013

Frankenweenie (2012)

   Quem me conhece sabe que eu sou apaixonada pelo cinema Burton, apaixonada sim, muito apaixonada, mas nunca alienada ao ponto de gostar de todos os filmes que ele faz. Eu confesso que dos anos pra cá o Tim pisou na bola comigo fazendo filmes comerciais só para agradar o povão, como foram os dois últimos filmes dele, Alice No País Das Maravilhas e Sombras da Noite. Frankenweenie foi um filme que passa longe de ser comercial, até a mensagem do filme é tudo aquilo que eu diria para o Tim se o encontrasse na rua: Nada dá certo se não for feito de coração.
   Para quem não sabe Frankenweenie foi baseado em um excelente curta do próprio Burton lançado em 1984 e conta e estória de um menino chamado Victor que acidentalmente perde seu cachorro e decide pelo seu amor à ciência e ao cachorro ressuscitá-lo. Bonitinho, não é? No filme além do menino e do cachorro existem mais personagens importantes, como os amigos competitivos de Victor que acabam causando a maior confusão só para venceram a feira de ciências da escola.
   Como o curta o filme também não é muito longo. Eu vi que várias pessoas reclamaram, mas eu como fã fiquei satisfeita, quando a duração é grande demais sempre há aquele risco de enrolação, coisa que não teve no filme. 
   Eu adorei a tonalidade do filme, adoro filmes atuais em preto e branco, sempre tem aquele charme a mais. O Tim já arriscou um em preto e branco, Ed Wood, que para mim foi um dos melhores filmes do Burton. A técnica também foi outra coisa que o Tim já usa há bastante tempo, desde seu primeiro curta Vincent até A Noiva Cadáver e agora Frankenweenie.
   Os personagens desse filme são ótimos, eu adorei todos eles, personagens bizarros, diferentes e alguns até típicos de Burton, como o tio rabugento da Elsa. As dublagens também são ótimas feitas por atores profissionais e até conhecidos nesse mundo burtoniano, como Winona Rynder, Catherine O'Hara e Martin Landau interpretando um professor que é a própria caricatura do ator.
   No filme também há muitas referências a filmes antigos, principalmente a Frankenstein e sua criadora Mary Shelley, além disso também há referências aos Gremlins, A Múmia e ao Godzilla.
   Eu recomendo esse filme para qualquer pessoa, apesar de ser macabro é tão fofo e original. Tim Burton pelo jeito realmente ressuscitou com esse filme, I love it Mr. Burton! 

1 de jan de 2013

50% (50/50, 2011)

   Joseph Gordon-Levitt tem feito um ótimo trabalho em filmes famosos, como Hesher e Batman: O Cavalheiro das Trevas Ressurge. Eu sou suspeita a falar, Joseph Gordon é o tipo de ator atual que eu gosto, um dos atores atuais que ainda tem um futuro brilhante no mundo do cinema. Ele foi a minha principal razão depois de estória para assistir o drama 50/50. 
   A história baseada em fatos reais gira em torno de um jovem que descobre que tem câncer. Pode parecer algo muito simples, mas é algo que o filme mostra com transparência de um modo realista e ao mesmo tempo positivo. 
   Adam, personagem do Joseph Gordon-Levitt, é um jovem correto, o tipo de pessoa que não daria para imaginar um tumor, ele não fuma, não bebe e não é um viciado em sexo, coisa que faz ele ser o último caso propenso a ter uma doença tão terrível. Depois que ele descobre que tem câncer começa a tentar aproveitar a vida como nunca aproveitou, mas as chances de Adam sobreviver após a quimioterapia é de 50% e tudo o que esse personagem pode ter é a esperança de viver.
   Câncer é uma doença realmente triste, eu pensei que o filme fosse uma tristeza, choradeira total, mas estava enganada. A coisa mais legal do filme foi que mostrou mais a parte da amizade e do amor, a verdadeira amizade onde um amigo permanece até o final com você sempre querendo o seu bem e o amor onde uma pessoa te acompanha e te entende mesmo nos piores momentos da vida. 
   50% foge dos clichês, se você espera um filme trágico recomendo que procure outro porque esse filme é tão alto-astral que eu nem acreditei no tema. 50/50 é também um filme que surpreende, não sabemos se esperamos o melhor ou o pior, então o que acontece no final é uma surpresa. Mas em geral eu defino esse filme como fofo. 
   A maior parte de comédia fica para o Seth Rogen interpretando o amigo mulherengo de Adam, apesar de ser um humor com uma linguagem mais chula é um humor muito divertido. 
   A parte de drama já fica mais para o Joseph Gordon-Levitt, por mais que ele não tenha tido uma grande modificação para interpretar o personagem foi maravilhoso! 
   Não vou prolongar muito essa resenha, mas recomendo esse filme para qualquer pessoa, pois é um filme tão leve, bonito e principalmente fofo. Eu nem consegui chorar só consegui ficar falando o filme inteiro: Awwwwwwwwwwwn! 
   Dou até a dica para assistir esse filme com os pais, eu assisti com minha mãe e ela também achou fofo e triste, adoramos o filme e olha que minha mãe nunca gosta de nada.  

H (2002)

   Ano novo e um filme que quero assistir desde 1999. Minto e exagero, não desde 1999, eu nem era nascida nessa época e o filme nem tinha sido lançado. Enfim, eu queria assistir desde ano retrasado, mas não encontrava legendado em lugar nenhum até que eu só fui encontrar esse ano no fórum do Asian Team e só comemorei já que não tinha desistido do filme ainda. Eu não desistiria por nada, até porque no elenco tem dois atores coreanos que eu adoro atuando juntos em um suspense policial envolvendo um assassino. Eu com certeza tinha que assistir!
   Hoje eu comecei minha maratona de 365 filmes com Donnie Darko, como eu disse na postagem anterior. Eu ia comentar Donnie Darko aqui, mas deixei pra lá já que é um filme que não se comenta, pois existem milhões de interpretações diferentes. Eu decidi então comentar meu segundo filme da maratona, que não é menos genial, mas que possui um entendimento único. 
   H tem uma estória bem simples. As coisas começam a acontecer do nada já no início do filme encontram uma mulher morta e não parece ser nada demais até a polícia encontrar outro corpo de outra mulher que também estava grávida. Os dois homicídios eram iguais e iguais também aos homicídios ocorridos e investigados pela polícia há tempos atrás, mas o culpado já estava preso, então aí que a polícia fica complicada com as teorias: Poderia o culpado ser um copiador ou um discípulo do assassino original? 
   Confesso que o filme é um pouco lerdo, eles arrumam muitas desculpas para mostrar como é a vida da polícia e até que retratam direitinho, não tem todo aquele sonho policial onde todos os policiais estão interessados em pegar o assassino. Mas para deixar o filme ainda mais eletrizante tinha que ter um detetive louco pela verdade e esse era o detetive Kang interpretado pelo Ji Jin Hee.
   Eu adorei ver o Ji Jin Hee de detetive e ainda mais trabalhando com a diva Jung Ah Yum, os dois deram um show nesse filme!
   Não posso falar muito sobre o filme, pois vou acabar dando algum spoiler, mas é um filme surpreendente do tipo que te faz querer se bater no final, pois nada que você esperou era o que é realmente. Uma das coisas mais surpreendentes é que H tem um significado especial, pra mim H não era porcaria nenhuma ou era a inicial do assassino do filme, mas fiquei surpresa em saber que tinha realmente tudo a ver com a estória.
   O diretor fez algumas ligações inteligentes, por mais que a gente desconfie do verdadeiro assassino algo pode mudar para confundir mais a cabeça da gente e isso é verdadeiramente interessante e inteligente. 
   A produção é boa, o sangue é bem realista. A única coisa que me incomodou foram as jogadas de câmera, principalmente no final com aquela câmera andando pra lá e pra cá e o filme que não acaba. Eu acabei perdendo a paciência em alguns momentos por odiar o foco mudando toda hora.
   Eu comecei minha maratona assistindo filmes com minha mãe, mas esse eu não recomendo muito pra ver com a mãe. Eu assisti com a minha e ela me soltou a frase: "Esses japoneses são tudo esquisitos". Mãe, não são japoneses, são coreanos, ok? Vou passar longe da minha mãe sempre que for assistir filmes sul coreanos.
   Pelo que vi hoje valeu muito a pena esperar para assistir esse filme, pois surpreendente seria o sinônimo desse filme incrível.

Maratona 365 Dias e 365 Filmes

   No ano passado eu estava planejando fazer a maratona 365 dias de filmes para esse ano e comecei hoje com Donnie Darko. Mas por que informar aqui no blog? É porque eu pretendo resenhar a maioria dos filmes que assistir nessa maratona aqui no blog e espero que seja muito divertido, inclusive ter novas experiências e poder suprir indicações. 
   Eu desejo um feliz ano novo a todos vocês e quem também for fazer maratona eu desejo uma boa sorte e bons filmes! 

29 de dez de 2012

Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009)


   Falar sobre Tarantino é sempre uma tarefa difícil para mim. Eu tenho uma relação com ele sobre gostar e não gostar. Existem coisas que eu realmente gosto nos filmes do Tarantino e existem coisas que eu também não gosto, falarei desses pequenos detalhes ao longo da resenha.
   Em Bastardos Inglórios, Tarantino entra em outro nível, não um nível a baixo, mas um nível acima, pelo menos para mim. Tudo o que faltou em outros filmes do Tarantino está em Bastardos Inglórios.
   Uma coisa que eu gosto muito nos filmes do Tarantino é que ele parece fazer filmes sem se importar com o que as outras pessoas vão pensar. Primeira coisa que se pode notar em Bastardos Inglórios é a mudança do estilo desse filme para os anteriores. E isso de maneira nenhuma faz Tarantino ser menos Tarantino, vejo nesse filme que ele realmente estava tentando algo novo sem mudar sua marca.
   A trama de Bastardos Inglórios acontece em uma época de guerras. Na ocupação da Alemanha na França, a jovem Shosanna Dreyfus, filha de família judia presencia a morte de sua família pelo coronel Hans Landa, dois anos depois ela reencontra o coronel e desenvolve sua vingança que planejou por esses dois anos. Com a mesma missão também temos Aldo Raine e seus soldados judeus, Os Bastardos, que também criam um plano para derrubar os soldados nazistas.
   A primeira coisa que podemos notar nesse filme é a falta do trash. A produção desse filme foi muito maior do que a de Cães de Aluguel, por exemplo. Tarantino dessa vez não deixa brechas para cenas mal feitas, todas as cenas do filme são muito bem orquestradas, principalmente as cenas violentas. A produção de Cães de Aluguel, por exemplo, foi relaxada e irreal, o sangue parecia mais uma tinta guache usada por crianças do jardim de infância, enquanto em Bastardos Inglórios a produção é muito bem feita, totalmente realista.
   Tarantino também acerta em cheio no roteiro.  Não é novidade que ele sempre arrasa nos diálogos, mas essa se não me engano foi a primeira vez que eu gosto da ordem cronológica que o Tarantino emprega em seus filmes. A ordem cronológica de Bastardos Inglórios é uma ordem incomum, como sempre, mas dessa vez está longe de ser confusa ou desconexa. O roteiro além de ótimos diálogos também é muito original. Os fatos contados no filme não batem muito bem com a realidade, há pessoas que julgam a falta de realidade, mas eu realmente não dou a mínima, se quisesse realidade assistiria um filme biográfico e não um filme do Tarantino, certo?
   Elenco é uma coisa que nunca é um erro nos filmes do Tarantino, fico feliz que ele sempre mude de elenco, nunca é aquela mesmice, ele está sempre trabalhando com atores diferentes a cada filme que faz. Bastardos Inglórios reúne um grande elenco, temos Christoph Waltz interpretando o coronel Hans Landa, essa foi uma das melhores surpresas desse grande filme, Waltz consegue se transformar no próprio vilão, mesmo que um vilão odiável ainda um vilão cativante.
   Brad Pitt também cumpre bem o papel de Aldo Raine, confesso que fiquei um pouco frustrada na primeira cena do Brad Pitt no filme, mas foi até uma cena interessante para observar e tirar uma teoria própria. Eu pela minha visão acho que o Tarantino começou a gravar o filme do começo, digo, existem diretores que começam a gravar pelo final ou metade, mas nesse filme podemos ver que a primeira cena do Brad Pitt foi um tanto caricata, só depois das primeiras cenas que ele começa a pegar o ritmo da coisa.
   As pequenas participações de grandes atores também foram ótimas. Michael Fassbender apesar de aparecer muito como sempre deu um show de atuação, eu fiquei realmente muito feliz por vê-lo nesse filme. Martin Wuttke interpretando o Adolfinho também foi incrível, aliviou muito bem esse contexto histórico da época onde Hitler era coisa séria.
   Eu não sei se definiria o filme como um filme de vingança, no começo me fez pensar que ficaria nessa caça de judeus, mas é um filme incrível, completamente imprevisível e diferente. A trama segue um bom ritmo e o filme não se torna enjoativo em nenhum momento. As cenas de violência foram muito realistas, exageradas também, confesso que me amarro em violência, Tarantino fez isso muito bem. A vingança não é chocante, mas é sim uma boa vingança, seguindo aos sons da explosão e das armas. O final é realmente incrível.
   Bastardos Inglórios já entrou na minha lista de favoritos e esse já é com minha certeza o melhor filme que o Tarantino já fez, espero que Django Unchained e o próximo Killer Crow sejam tão bons como esse início de trilogia.

27 de dez de 2012

Macabro (Rumah Dara, 2009)

   A emoção de encontrar o filme que procurou por muito tempo é tão incrível, por um momento eu não estava nem acreditando que baixei esse filme. É estranho, eu não tinha interesse no filme em si, mas logo me interessei pelo país onde o filme foi feito. Eu nunca assisti a um filme indonésio, experiências nunca são suficientes.
   Rumah Dara é um daqueles filmes de terror onde começa em um lugar no meio do nada com alguns amigos espetos, só que não. Esses amigos espertos do filme então vão viajar para a Austrália, eles em um dia chuvoso então dirigem até o aeroporto, mas tem sempre aquele clichê que pode estragar tudo, gente pedindo carona. É isso mesmo, na estrada os amigos espertos de tudo acabam se debatendo com uma jovem que diz ter sido roubada e que precisa voltar para casa, como os amigos são burros, guiam a guria até em casa e chegando lá ela os chama para entrar e conhecer a mãe legal que ela tem. Mas quem se importa com isso tudo quando em uma noite chuvosa o aeroporto está aberto? Só na Indonésia mesmo!
   Sacou a mistura? Rumah Dara tem um pouco de O Massacre da Serra Elétrica, um pouco de A Fronteira e um pinguinho de A Morte Pede Carona. 
   A coisa mais legal do filme é realmente a mistura danada, adorei as cenas com a serra elétrica, mas fiquei abismado com aquele cara mutante e com a feiura dos policiais.   
   Por esse breve resumo já dá pra saber que o filme tem uma sucessão de clichês. Também é um filme que infelizmente não tem estória, basicamente a estória do filme fala sobre algumas pessoas aleatórias que estão lá de boa viajando numa madrugada conhecem uma garota pedindo carona e de um dia pra outro a vida desses desconhecidos vira um inferno. A única coisa boa no roteiro foi a ordem cronológica das coisas, tudo aconteceu quando era para acontecer, não teve enrolação pra matança começar.
    A parte do gore já é ao contrário da estória ou da falta dela. Por incrível que pareça as cenas de gore são bem-feitas, sangue para tudo quanto é lado, já que eu gosto muito de gore adorei!
   Para se comparar esse filme com O Massacre da Serra Elétrica precisaria de um personagem marcante, Dara é essa personagem marcante. Eu adorei a Dara, ela tinha aquela pegada bizarra e diferente, além dos seus métodos assustadores, como transformar os filhos em assassinos. Shareefa Daanish com certeza se destaca do resto do elenco, Dara mesmo sendo uma personagem caricata é uma personagem muito bem interpretada, principalmente nas cenas em que ela surta. 
   As outras atuações ficam no meio termo, como eu disse, Shareefa é a única que se destaca, algumas das outras atuações são até risíveis de tão ruins, principalmente a do Eko e do Jimmy, atuações muito infelizes. 
   Não fiquei com medo, não me assustei, não teve estória, mas quem liga? Dara é uma personagem única, gostei do gore e gostei da iniciativa dos criadores de fazerem esse filme, sem ele eu acho que nunca assistiria um filme indonésio, valeu totalmente a pena a experiência! 

26 de dez de 2012

À Prova de Fogo (Fireproof, 2008)

   Hoje eu e minha amiga assistimos a um filme que planejávamos assistir a um tempo atrás. Por ser um filme com uma temática mais gospel e ter sido indicado na igreja ela queria ver mais do que eu. Ela foi a única que chorou também, apesar dos meus olhos lacrimejarem um pouquinho.
   À Prova de Fogo é um filme com uma temática parecida com Namorados Para Sempre, mas que segue um rumo totalmente diferente. É um filme centrado em um casal obviamente com problemas de relacionamento, os dois de tanto jogarem a culpa uns nos outros decidem então se separar. Caleb em uma conversa com o pai dá uma chance para o casamento lendo um tipo de manual que um dia já ajudou seus pais a se reconciliarem, ele começa a colocar o manual em prática, mas tem dificuldades em aprender o verdadeiro significado da palavra amar.
   Cat e Caleb são aqueles tipos de casais que perderam a chama do amor. Eu nunca tive uma experiência assim, mas acredito que possa acontecer de verdade essa perda de sentimento de ambos os lados. Caleb é o único que tenta resgatar o relacionamento, pois no fundo ele sabia que estava errado, com essa chance para retomar com a esposa ele foi começando a se apaixonar por ela de novo.
   A mensagem do filme é realmente linda, a maneira que o fogo vai reascendendo é realmente bastante natural. Caleb primeiro começa com coisas pequenas, comprando flores e preparando o café da esposa, mas nesse começo ele realmente não sabia o significado de tudo o que estava fazendo, aos poucos ele vai descobrindo que amar não é ser notado ou gratificado pela pessoa que ama, mas sim fazer questão de não receber nada em troca por esse amor. Ele também aprende que não basta só ser um bom homem para as pessoas que ele não conhece, mas também aprende que também precisa ser bom com sua família para ter uma vida feliz. 
   Eu realmente gostei desse filme, mas achei que faltou uma direção mais trabalhada, com isso eu com certeza choraria. Quando falo em direção mais trabalhada quero dizer mais capricho com a filmagem, porque o filme ficou com cara de filme Sessão da Tarde, eu acho que qualquer pessoa que visse na TV passaria direto por esse filme e nem se importaria com o assunto do filme.
   Fireproof também tem um toque de comédia para aliviar os momentos tensos e dramáticos, eu acho que esse toque de comédia deu um tom especial ao filme. 
   Não sou muito fã de filmes gospels, mas para casais religiosos é um ótimo filme, pois fala da presença de Deus em uma união entre duas pessoas. É um filme que realmente vale a pena assistir, principalmente com o namorado ou marido, pois é um filme otimista, com uma bela mensagem para os casais que estão começando ou que estão à beira de terminar um relacionamento.

24 de dez de 2012

Sem Limites (Limitless, 2011)

   Uma vez eu pedi uma indicação de um filme cheio de reviravoltas lá no Clube dos Cinéfilos no Facebook, algumas pessoas foram recomendando filmes e eu fui marcando. Eis que alguém me indicou o filme Sem Limites e agora eu estou aqui para falar sobre o que eu achei.
   Sem Limites traz Bradley Cooper no papel de Eddie Morra, um escritor fracassado que em um dia qualquer se encontra acidentalmente com seu ex-cunhado na rua e tem por ele oferecida uma pílula capaz de fazê-lo usar 100% do seu cérebro. Do cara fracassado com uma vida totalmente sem graça do dia para noite Eddie Morra torna-se um milionário capaz de triplicar uma quantidade enorme de dinheiro em apenas um dia. 
   O roteiro desse filme é sem dúvida inovador. Imaginem só se pudéssemos realmente usar 100% do nosso cérebro pensante? O ser-humano já é capaz de realizar coisas maravilhosas, mas com o cérebro completo todos nós seríamos gênios, capazes de enxergar algo apenas uma vez e memorizar para sempre. Mas claro que tudo tem um preço, Eddie, o personagem principal do filme começa a se viciar na pílula sem saber que tanto conhecimento pode matar.
   Primeiro eu tenho que destacar uma participação no filme, uma participação marcante, eu diria. Não acredito ainda como a equipe da maquiagem conseguiu transformar a bonequinha da Anna Friel em uma tia acabada com cara de drogada, ótima participação dela no filme, me fez ter saudades da época de Pushing Daisies.
   No elenco também temos a presença do Sr. Robert De Niro, coisa que não me deixou muito feliz. Não que eu não goste do De Niro, eu gosto, mas atualmente ele vem tendo atuações mecânicas, sendo capaz de ser ofuscado até por Bradley Cooper.
   Neil Burger, que ficou famoso por dirigir um filme que eu adoro, O Ilusionista, aplica um bom roteiro com boas técnicas de filmagem. A fotografia faz parte da originalidade do filme, em uma cena temos os tons frios em partes que o personagem não está drogado, os mesmos tons da vida sem graça e fracassada do personagem e em outra cena não tão distante podemos ver que as cores são bastante saturadas apontando o foco para os olhos do protagonista, esse efeito de cores e o efeito visão para as coisas além da visão normal do protagonista são aspectos que deram ao filme um efeito esperto e perspicaz.
   Eu gostei bastante do filme, mas o desfecho foi o que não me agradou. Não acho que tenha sido o desfecho correto para o filme, não foi tão esclarecedor e ao mesmo tempo foi um final previsível, confuso me fazendo até soltar a frase: "Mas já acabou?"
   Enfim, o filme é ótimo, tem mais qualidades do que defeitos, mas ainda faltou um pouco de empenho no final.

14 de dez de 2012

Frida (Frida, 2002)

   Primeiro antes de falar do filme só quero parabenizar a Salma Hayek, ela esperou oito anos para concluir esse filme, além disso, ela também participou da produção, coisa que eu acho muito importante para o crescimento de um ator como profissional, nós podemos ver esse envolvimento da atriz com o filme e isso é realmente muito legal. 
   Frida é um filme de língua inglesa que se passa no México, o filme conta a história real da pintora mexicana Frida Kahlo.
   Antes desse filme eu não conhecia Frida Kahlo, digo, conhecer eu conhecia, sabia que ela um dia foi uma pintora famosa e tudo, mas nunca pesquisei a história dela. Eu assisti a esse filme sem saber de absolutamente nada, claro que li a história real depois, mas é injusto julgar adaptação, se eu quisesse realmente toda a história real eu procurava uma biografia, coisa que não é o caso, pretendo na resenha que escrevo agora falar sobre o que eu vi, não sobre o que a história conta.
   Frida é um filme que foca bastante na vida sexual de Frida Kahlo, não é realmente uma coisa que passou a ser forçada ao longo do filme, mas me senti um pouco incomodada com tanto apelo. Eu pensava ver mais de Frida como artista, se esse filme era para ser uma homenagem passou longe, porque a Frida que eu vejo nesse filme é uma verdadeira piranha. Frida e Diego tinham um relacionamento explosivo para a época, ambos se traiam entre si e esse estilo de vida tomou conta de uma grande parte do filme, coisa que não era necessária.
   A Frida artista mostrada do filme é uma mulher nobre, que pinta com o coração dependendo do momento de sua vida, infelizmente colocaram a vida sexual dela em primeiro plano, eu adoraria saber suas razões e inspirações, pena que o filme não mostrou essas origens. Eu gostei muito das colocações da diretora Julie Taymor, ela mostrava a tragédia na vida de Frida e logo depois a ânsia de retratar essa tragédia em pinturas. A colocação foi feita de uma maneira simples sem ser uma coisa muito óbvia.
   Julie Taymor dirigiu o filme muito bem, eu realmente prezo demais a ordem cronológica e ela soube conduzir isso muito bem, tirando os efeitos especiais belíssimos. A cena sobreposta em que Frida corta o cabelo foi muito bem orquestrada, uma das melhores cenas do filme.
   Salma Hayek teve também uma atuação maravilhosa. Eu já até disse no início da resenha sobre ela também ser produtora do filme, ela exerceu bem ambas as funções, foi muito legal ela lutar para tirar esse filme do papel.
   Além da maravilhosa atuação de Salma Hayek o filme também teve participações memoráveis, como a de Geoffrey Rush e a infelizmente pequena de um dos meus atores favoritos Edward Norton, pelo qual eu cheguei a comprar o filme.
   A produção técnica foi de bater palmas, principalmente o figurino impecável da época. Eu vi algumas fotos e foi lindo como conseguiram ambientar tão bem aquela época para nossa década atual.
   Frida é um ótimo filme, mas infelizmente uma biografia mais ou menos. Eu senti falta do aprofundamento poético na vida de Frida, queria saber como certas coisas a afetaram em sua vida artística e muitas outras coisas. Eu também gostaria muito que esse filme fosse filmado em espanhol. Enfim, claro que o filme mostrou a forma de amor entre Diego e Frida muito bem, eles poderiam ser totalmente desproporcionais, mas se completavam da mesma maneira que a direção de arte, a maravilhosa trilha sonora, a caracterização e as atuações fizeram desse filme um filme de primeira qualidade.

9 de dez de 2012

Tyler Durden

O texto abaixo contém alguns spoilers sobre o filme Clube da Luta.
   Eu disse uma vez aqui no blog que nós teríamos novos tipos de postagens. Ainda não tinha planejado fazer análises sobre personagens cinematográficos, mas hoje eu estava passando de boa pelo Facebook, eis que uma página sobre cinema postou uma foto do Tyler, personagem do Brad Pitt em Clube da Luta, então eu tive do nada essa ideia de analisar personagens de vez em quando.
   A primeira análise vai ser justamente sobre o Tyler, não por ter sido a foto que postaram, mas por ser um personagem bastante complexo, sendo considerado por mim o melhor personagem literário já criado.
   Todos nós temos um Tyler Durden lá no fundo da alma, esse personagem é tão complexo justamente por conseguir mostrar o interior de várias pessoas em uma só.
   Creio eu que a maioria das pessoas já passou por um dia de revolta total, querendo descontar a raiva sobre todas as merdas da vida no sistema. Tyler é esse momento ápice, quando estamos realmente cansados, desistindo de tudo, nos tornamos livres para nos tornarmos outra pessoa.
   Somos apresentados a esse personagem fantástico momentos antes do primeiro contato entre ele e o narrador sem nome, ao todo, antes do encontro, aparecem quatro fantasminhas do Sr. Durden na tela, depois disso, além dos fantasmas, aparece uma imagem do mesmo na televisão do hotel do narrador, bancando de garçom de restaurante. A minha tese principal dos momentos antes do encontro é a de que quando uma pessoa se torna outra pessoa, ela já apresenta alguns indícios de mudança, ela passa por essa metamorfose conhecendo seu novo eu bem antes de encontrá-lo.
   Quando o apartamento do narrador pega fogo é quando ele percebe que encontrou a liberdade para ser quem ele quiser, perdendo todas as esperanças é que se encontra a liberdade e a liberdade está no seu eu disposto a ser realmente livre, Tyler Durden.
   Qual é a cena do filme em que o narrador cria Tyler Durden? Na minha percepção, ele não cria Tyler Durden no filme, ele já possuía esse alter ego adormecido dentro de si desde o início do filme, não há uma certeza de onde isso começou, provavelmente foi na época em que ele perde sua saúde emocional, com problemas de insônia e solidão. A libertação desse alter ego acontece bem antes de seu apartamento pegar fogo, quando o narrador sente que faltam pouquíssimas esperanças e o confronto dos dois personagens é na parte do avião, quando o narrador pega o cartão de Tyler, ambos já sabiam nessa parte que o confronto ia ocorrer de uma hora para outra, era apenas uma questão de tempo.
   No momento que o Clube da Luta é criado, nosso narrador certinho acaba perdendo todas as suas ambições, ele não quer mais aquele sofás chiques que queria antes, comparar as roupas de marca que também queria ante ou até mesmo aquela tão cobiçada mesinha no formato Yin-Yang, ele está finalmente livre para não precisar de certas coisas que antes eram importantes, razão pela qual eu amo Clube da Luta, um dos filmes mais inteligentes já feitos, é um filme crítico, mas que acaba enganando muita gente, principalmente sobre o consumismo, nada nesse filme é realmente questão de possuir alguma coisa, eu não acho que o filme seja diretamente contra o consumo de coisas, mas esse sim é um filme contra o consumismo, um filme que nos faz abrir os olhos para esse materialismo exagerado, o mesmo materialismo que nos faz colocar objetos na frente de pessoas.
   Tyler Durden é um louco ou um gênio? Um pouco dos dois, eu diria. Tyler é um personagem totalmente irônico, ele que diz em uma cena a seguinte frase: "Trabalhamos em empregos que odiamos para comprar porcarias de que não precisamos", mas em outra cena o mesmo está colocando uma arma na cabeça de um jovem, o obrigando a estudar e arrumar um emprego, coisa que não faz sentido algum. Vocês já pensaram no que pode acontecer se o cara continuar estudando e arrumar um bom emprego? Sim, ele vai ganhar dinheiro e vai gastar esse dinheiro com coisas inúteis. Tyler mesmo assim é propositalmente brilhante, existem mais de duas ou três cenas ironizadas no filme, principalmente uma que é o ponto realmente alto da ironia do ser humano. Tyler ainda poderia ter tido um pouco do narrador ou ele apenas estava fazendo as pessoas pensarem de uma maneira totalmente contrária a sua busca confundindo todas as pessoas, nós podemos ver que ele é realmente genial. A genialidade de Tyler pode ser remetida a duas cenas do filme: Tyler uma hora critica a posse, mas essa hora ele obriga o jovem a procurar emprego, Tyler também cria um exército, homens que fazem coisas para ele, homens que são mandados por ele, como em um emprego, ele chama seus soldados de macacos espaciais, pessoas que realmente não pensam e que aceitam ser mandadas por outras pessoas. A grande genialidade disso tudo é que há um ensinamento, o ensinamento é que o crime não é possuir coisas, não é possuir pessoas também, o verdadeiro crime é deixar que suas posses te possuam. Os macacos espaciais de Tyler podem ser vistos como esposas, pode ser que Clube da Luta seja um filme machista, mas nem Tyler e nem o narrador querem se casar, eles não querem ser mandados. Nosso narrador vive o primeiro ato do filme sendo mandado pelo chefe, no terceiro ato ele desiste de ser mandado e sua vida apenas consiste em mandar, mas olhem bem onde essa loucura acaba: No final seus macacos espaciais estão tão consumidos pelas ideias malucas do seu alter ego, que não aceitam mais suas ordens. Tyler, como a televisão, ironicamente vai invadindo aos poucos a mente de seus macacos espaciais. A sacada do filme é genial por si só, percebem? A maioria dos seres humanos acreditam apenas no que é mais convincente para eles, ninguém está preocupado em formar suas próprias opiniões já que outras pessoas já mastigam opiniões direto para a cabeça da maioria. Tyler tem mais esse momento genial, que inspira o narrador a olhar para o contexto geral de sua vida.
   Tyler acaba se tornando um grande aprendizado para a vida do narrador. A vida do narrador realmente começa quando a vida do Tyler termina.
   Tyler Durden é meu personagem cinematográfico favorito de todos os tempos, porque ele foi tudo o que o narrador desconhecido precisou para mudar sua vida e ele é tudo o que eu preciso para mudas minha vida. As pessoas me perguntam se eu conheço Tyler Durden, eu realmente não sei dizer por completo, mas ele é a parte de mim e de todos nós. A parte que destrói a perfeição e que quer a liberdade. Tyler Durden é lado negro que todos nós queremos controlar, mas que não conseguimos. Tyler Durden é um verdadeiro aprendizado para nossa vida e para o que é realmente importante nela.
   Eu termino essa minha análise em um momento dramático, afinal de contas, análise que é análise tem que ter um drama especial. A razão dramática é que eu adoraria fazer uma resenha de Clube da Luta aqui no blog, mas já fiz no meu blog tarefa de língua portuguesa, vocês podem ler essa resenha aqui, lá no blog vocês podem ler também uma biografia do autor do livro Clube da Luta, Chuck Palahniuk, eu postei umas entrevistas dele lá na postagem das quais ele fala sobre o filme.
   Tinha tanta coisa a mais para falar, principalmente sobre a questão da perfeição que o filme aborda, mas agora eu olhei o tamanho desse texto e se ficar maior realmente ninguém vai querer ler. A leitura infelizmente está perdendo sua força e isso é lamentável. Enfim, como não vou poder falar sobre o tema perfeição, só deixo uma frase: Quanto mais perfeito você quer ser, menos perfeito você é. Tyler é o homem perfeito de todas as maneiras que o narrador tenta ser, assista Clube da Luta novamente e comprove que acontece na nossa vida, quando você não se preocupa em ser perfeito está tudo bem, você é feliz.
   Enfim, espero que tenham gostado dessa análise, vou tentar trazer outra qualquer dia desses, ainda estou pensando em algum personagem realmente complexo, talvez nossa ciborgue problemática de Eu Sou Um Cyborg, Mas Tudo Bem! ou até o vilão dos vilões, Coringa do filme Batman: O Cavaleiro das Trevas,  quem sabe ou talvez sobre nossa vampirinha sanguinária de Sede de Sangue. O que vocês acham, ótimos personagens, não?
   Eu peço a vocês que comentem aqui em baixo para me incentivar com o blog, vocês podem até dar sugestões de personagens para análises futuras, podem elogiar e até criticar, mas comentem, os dedos de vocês não vão acabar caindo por comentar, afinal, não tem aquela verificação chata de letrinhas, eu desativei, então é só vocês comentarem normalmente sobre essa e outras postagens, digam se concordam ou descordam, podem até expressar seus próprios pontos de vista, eu vou adorar saber a opinião de todos os que comentarem. Eu também peço que me deem um toque se encontrarem algum erro de ortografia, eu quero trabalhar como corretora ortográfica, então é inaceitável que eu escreva errado, sempre vou procurar aprender com meus erros e corrigi-los acima de tudo. Eu agradeço a você que leu até aqui e que comentou, obrigada de verdade e até a próxima!
   Para todos vocês que leram até aqui deixo uma pequena mensagem do nosso velho e querido amigo Tyler Durden: