10 de out de 2012

As Duas Faces De Um Crime (Primal Fear, 1996)

   Eu sei, eu sei, eu sei que é mais um filme com o Edward Norton. O que eu posso fazer? Eu sou uma louca apaixonada por ele e por mais dois atores que vocês vão saber quem são pelos surtos psicóticos dos meus textos sobre filmes.
   Norton é um cara brilhante, ele se destaca e me surpreende a cada filme, eu não me importo se o filme é ruim, pois se tem ele no elenco, não tem como ser uma total perda de tempo. Eu não estou me referindo a Primal Fear como ruim, eu me refiro a Homens Em Fúria (Stone, 2010).
   Eu deveria parar de jogar conversa fora sobre outros filmes e começar a falar sobre esse filme aqui tratado, não é?
   Gregory Hoblit teve o filme como sua estréia nos filmes para cinema. Eu nunca assisti nenhum filme do diretor, mas sei que seus filmes são muito bem elogiados e não fico surpresa com a aprovação. Eu não sei se só eu percebo que nos últimos anos os diretores mais recentes estão se tornando muito melhores do que aqueles que dirigiram clássicos no passado. Eu não sei se isso é uma coisa ruim, mas todos os dias nomes recentes passam por cima de muitos velhos nomes e ninguém dá os valores que esses diretores merecem. A vida não é feita apenas de coisas cultas e acho que isso é uma coisa que as pessoas que supostamente gostam de cinema precisam aprender.
   As Duas Faces De Um Crime tem a trama centrada em um advogado que defende o caso de um adolescente acusado de matar um pastor a facadas. As evidências indicam mesmo que o adolescente é o verdadeiro assassino, mas o advogado não cobra um centavo por sua vontade de vencer a qualquer custo.
   Primal Fear com certeza vai ser um filme especial para todas as pessoas que gostam de uma trama bem amarrada.
   Eu pessoalmente gostei mesmo do roteiro, não acontece tudo tão rapidamente, mas também não é uma coisa tão devagar de deixar o espectador chateado.
   A técnica dos roteiristas de criar um personagem não desvendado foi ótima, não dava pra saber nem depois do filme acabar qual era a verdadeira face do criminoso. Eu me envolvi emocionalmente com o Aaron e até o fim acreditei nesse personagem. Eu não vou dizer se ele é inocente ou culpado, vocês só vão saber quem é o culpado quando assistirem ao filme.
   A lição que o personagem principal aprende serve muito para nossa vida. A realidade é um grande palco e ninguém nunca é aquilo que parece ser.
   Edward Norton está sempre incrível. Eu ouso em falar mais e mais sobre ele, pois ele é um dos únicos atores que me prendem na tela de uma maneira mágica e que me faz nunca querer sair da frente da televisão. A atuação dele aqui foi muito boa, mas não posso dizer que ultrapassou a atuação em A Outra História Americana. Eu acho que ele deveria ter ganhado uma estatueta por ambos no Óscar.
   Eu não sei o que dizer sobre o Richard Gere. Eu achei que ele estava bem apagado perto do Norton, não sei se é uma sisma minha contra, eu até li algumas opiniões no Filmow e até emprestei o filme para uma amiga. Eu só sei que preciso de uma segunda opinião, não consigo ver nada quando vejo Edward Norton.
   Primal Fear é todo esse ótimo filme, mas tem que ter um defeitinho minimo (que não arruinou nem um pouco da experiência). A coisa que me incomodou foi a duração do filme, eu não achei que foi necessário de duas horas para contar a história, mas eu não me arrependo das duas horas de filme, you know.
   Eu acho que não tenho mais nada para dizer. Eu não sei mesmo terminar uma resenha, então eu só deixo minhas saudações e o trailer desse maravilhoso filme.

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