24 de jan de 2013

Além da Liberdade (The Lady, 2011)

   No final do ano passado aconteceu um amigo secreto lá no Clube dos Cinéfilos no Facebook onde o presente que trocaríamos seriam indicações de filmes. Eu acabei indicando um filme para quem me tirou e a pessoa que me tirou me indicou o filme The Lady.
   The Lady ou no Brasil chamado de Além da Liberdade é um filme de origem francesa que conta a história verídica de Aung San Suu Kyi, filha do general Aung San. O filme se passa na Birmânia em meio de uma revolução sem fim pela liberdade.
   Aung San Suu Kyi anos após a morte de seu pais está casada com um inglês com o qual teve três filhos. Suu morou essa parte de sua vida na Inglaterra  mas com sua mãe doente na Birmânia foi obrigada pela situação à voltar ao seu país de origem. Na Birmânia, Suu Kyi enfrenta um tempo de violência e com isso decide ficar no país para começar uma verdadeira revolução.
   O filme, como eu já disse, é baseado em uma história real e essa característica fez esse filme ser pisado pela crítica. Eu como crítica de cinema me recuso totalmente a avaliar a parte de adaptação. E ainda mais com esse filme, pois a Birmânia é um país que eu nem desconfiava que existia. É impossível falar sobre uma coisa que eu não sei e mesmo que eu saiba não vou julgar isso no filme, porque se eu quisesse realidade não assistiria um filme biográfico e sim uma biografia em filme, com uma série de depoimentos e imagens reais. Além Da Liberdade mostra a visão do diretor e nessa crítica vou julgar tudo o que vi, não comparando com o que eu sei ou o que eu não sei. 
   Primeiro de tudo quero destacar dois pontos admiráveis do filme: A fotografia e as atuações. The Lady é um filme dirigido pelo diretor Luc Besson, o mesmo que dirigiu o tão mágico As Múmias do Faraó, que infelizmente até hoje não consegui terminar. Enfim, Besson pelo que pude ver se preocupa muito com a tonalidade de seus filmes. A fotografia de The Lady é espetacular, o filme conta com tons de liberdade, como o amarelo e o verde em um tempo de ditadura. As cores do filme sugerem esperança para quem assiste e sente o filme.
   A escolha de Michelle Yeoh para o papel principal foi certa. Não tem como ser melhor. Michelle está excepcional no filme, além de se parecer com a própria Suu Kyi ela também nos passa uma emoção única. O mesmo digo para David Thewlis, que eu nunca consigo reconhecer, mas que sempre deixa aquela marquinha para sempre dizer: "Eu conheço esse ator de algum lugar". 
   A trilha sonora também é impecável e muito bem empregada no filme. 
   É agora que chegamos finalmente na parte crucial do roteiro e talvez da minha crítica: O roteiro. A história desse filme foca mais no relacionamento entre Suu e seu marido Michael Aris. A história de amor deles é bela e comovente, mas aí é quando podemos encontrar um problema. O filme mostra Suu e Michael já casados no futuro, infelizmente não mostra o começo dessa história, como eles se conheceram, quando decidiram morar juntos, terem filhos e outras coisas. A jornada de Suu também não é mostrada. Mas como eu disse é a visão do diretor. Se eu fosse diretora e roteirista do filme eu colocaria essa jornada da personagem, mostraria também o desenvolvimento desse amor dela pela sua pátria e seu desejo pela revolução. Além da adaptação da história eu também acho que o corte de tempo incomodou bastante os críticos. Eu também me incomodei, confesso. O filme mostrou realmente mais essa visão pessoal da roteirista do que a visão da própria Suu Kyi sobre os fatos, não tendo mostrado então as suas motivações políticas.
   Além da Liberdade ainda sim é um filme digno de ser visto. Eu confesso que chorei bastante principalmente no final. Atualmente eu estou apontando cenas que gostei nas minhas críticas, infelizmente não achei vídeos de The Lady, mas a minha cena favorita do filme foi com certeza a cena que Suu Syi passa entre uma fila de policiais armados e enfrenta com um olhar o chefe de missão deles. É a mesma cena da imagem do início da crítica.
   Enfim, eu recomendo o filme para quem gosta de filmes históricos. E por mais que os críticos tenham odiado a parte histórica do filme acho ótimo assistir, pois assim cria um interesse maior pelo assunto. Eu mesma que amei o filme já estou pesquisando a história dessa grande e inspiradora vencedora que é a Aung San Suu Kyi.
   The Lady pode ser baixado com uma excelente qualidade no site O Melhor da Telona com uma excelente qualidade de imagem.

Nota de 1,0 a 5,0 para The Lady:

Um comentário:

(: