24 de fev de 2013

Casa Vazia (Binjip, 2004)

   Primeiramente eu queria pedir desculpas pelo meu sumiço aqui no blog. Eu andei assistindo alguns filmes, mas não tive inspiração o suficiente para falar desses filmes até que hoje, eu estava passando lá pelo Clube dos Cinéfilos e vi a indicação desse filme. Eu já tinha ouvido falar dele em muitos lugares, mas só hoje tive ânimo para começar a assistir, depois de alguns comentários animadores. Então, eu assisti e agora estou aqui para comentar com vocês.
   Casa Vazia é um filme coreano dirigido pelo famoso diretor Kim Ki Duk. Esse diretor é conhecido pelas suas obras melancólicas e poéticas. Confesso que nunca tinha assistido nada do Ki Duk, pois eu estava me preparando emocionalmente para isso. Várias vezes eu abri o arquivo de Pietà no meu computador, mas eu sempre dava uma travada logo nos primeiros minutos. O filme realmente fez efeito, tanto que eu nem comecei direito. Eu decidi ver Casa Vazia hoje para ver se teria a mesma reação. Felizmente esse filme é ainda mais bonito do que melancólico, então eu fui seguindo em frente. O estilo Kim Ki Duk é bem característico. Eu percebi que as cores são bem apagadas, parece que os filmes dele não têm muitos diálogos também.
   O filme Casa Vazia gira em torno de um rapaz que vive vagando pelas casas vazias. Para identificar as casas que estão vazias, ele coloca alguns anúncios na porta de algumas casas e no dia seguinte ele volta ao mesmo lugar para ver se os anúncios ainda estão na porta. Depois, ele invade essas casas, ficando lá por dois ou três dias. Para compensar sua invasão, o homem concerta objetos quebrados e faz algumas tarefas domésticas. A sua vida passa sendo assim, até que um dia, ele invade uma casa que não estava realmente vazia. Nessa casa ele conhece essa mulher, uma mulher que sofre agressões por parte do marido e que está cansada da vida que leva. Presenciando a chegada do marido da moça em casa, ele interfere e ela passa a ir com ele para todos os lugares, invadindo casas também.
   A estória do filme em si já é interessantíssima. Outra coisa que deixa o filme ainda mais intrigante é essa falta de diálogos entre os personagens principais. Para todo esse silêncio existe uma razão e a razão pode ser vista pelo olhar. Casa Vazia é um filme de olhares, um filme onde um olhar pode transmitir mais do que mil palavras. 
   No início o filme parece ser realmente melancólico, a gente pensa que só vai ficar nisso, mas é surpreendente como o filme muda de forma a cada ato. O rumo que o filme toma por mais que seja previsível, consegue ser surpreendente. O roteiro de Casa Vazia é uma verdadeira preciosidade cinematográfica. O filme é de uma trama tão original que realmente prende o espectador à tela. Eu, que tenho vício em pausar sempre o filme na metade, não pausei esse filme nem mesmo uma vez, pois ele realmente conseguiu me prender. A minha curiosidade sobre o filme aumentava cada vez mais e o clima manteve o mesmo até o final. 
   Algo que ajudou muito para o suspense foi a trilha sonora. As músicas instrumentais foram de um papel importantíssimo para atingir aflição. E, a única música cantada, Gafsa da cantora belga Natacha Atlas, foi crucial para passar a sensação de liberdade, uma emoção única, para que sentíssemos tudo o que os personagens principais estavam passando naquele momento.
   O roteiro incrível desse filme foi escrito em apenas um mês, o filme foi filmado em 16 dias e editado em apenas 10 dias. O filme é realmente muito simples visualmente, mas ele esconde diversas mensagens, mostradas através de maravilhosas cenas muito bem dirigidas e editadas.
   Eu já falei da fotografia lá em cima, mas vou complementar meu comentário. A fotografia é linda, o filme tem cores bem apagadas, mas não cores frias, são cores quentes, como um amarelo esverdeado muito bonito. Eu destaco a cena em que os personagens estão em frente a um rio. A paisagem belíssima se mixou muito bem com as cores do filme. Não houve um contraste de uma tonalidade ou de outra, o amarelo esverdeado tomou conta da tela de uma maneira belíssima.
   Eu ainda estou perplexa sobre as atuações. A atriz  Lee Seung Yeon transmitiu tudo o que a personagem deveria sentir. Já o ator principal, Jae Hee, me mostrou ser muito eficiente com seus olhares, mas parece que ele deveu um pouco nas expressões. O ator era novinho na época, eu ainda estou pensando se o que eu senti a respeito dele foi culpa do personagem ou da experiência que ele tinha na época. O que vocês acham? 
   Nem sei mais o que falar sobre esse filme. Se você ainda não assistiu ainda, assista, pois é um filme realmente maravilhoso. O filme pode ser assistido online no blog Toca dos Cinéfilos.


Nota de 0,5 a 5,0:

Um comentário:

  1. A história realmente é interessante, e o que é mais impressionante é que levou somente um mês, como vc diz. Entrou para minha lista, irei assistir em breve. :)

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(: